Categoria: Apocalipse

  • Apocalipse 7: Os selados de Israel e a Visão dos Mártires

    Ao iniciarmos o entendimento dessa visão primeiro precisamos entender
    que isso não é uma sequência de tempo, mas sim uma sequência de visões
    que tem sua completude em cada propósito. Aqui teremos tempos distintos,
    na separação das primícias de Israel estamos olhando para o meio dos 7
    anos e a visão dos glorificados parece uma perspectiva de final da
    última semana de Daniel.

    144 mil de Israel:

    A melhor interpretação para essa visão é literal e não figurativa.
    São 144 mil judeus de todas as tribos de Israel. Exceção feita a
    exclusão da tribo de Dã e Efraim e a inclusão e José e Levi. Essas
    tribos perderam a promessa? Creio que não, pois a profecia milenar de
    Eze 48 mostram essas tribos recebendo herança na terra e Levi assumindo
    seu serviço sacerdotal.

    Os 4 ventos aqui possivelmente representam os ventos de julgamentos
    (Jer 49:36, Dan 7:2 e Os 13:15) sendo derramados sobre a terra, conforme
    o versículo 3 detalha podem ser o início do anúncio de algumas trombetas
    ou seja, eles seriam marcados ou separados para Deus antes desses
    acontecimentos.

    Temos duas intepretações distintas para esse fato:

    1. Judeus messiânicos: terão seus olhos abertos
      para entendimento que Jesus é o messias e durante a grande tribulação
      serão os grandes evangelistas para os judeus, sendo arrebatados com
      igreja no retorno do Senhor.

    2. Judeus: Serão judeus zelosos protegidos das
      grandes calamidades e perseguições durante a grande tribulação sendo
      primícias da grande colheita do cumprimento de Eze 36 e Isa 66:8 onde
      toda a nação sobrevivente será salva. Isa 66:19 profetiza que alguns
      selados serão enviados as nações durante o milênio.

    Seria o início do cumprimento das palavras proféticas da salvação da
    nação de Israel. Deus protege um descendente de todas as tribos para a
    grande colheita da nação. Seriam as primícias da grande colheita dos
    judeus que acontecera no retorno de Jesus. Zac 12:10

    Visão dos Santos Glorificados:

    Temos um importante contraste entre os dois grupos nessa visão que
    nos ajudam a identificar que em uma perspectiva temos Israel e de outra
    a igreja.

    I. Um pequeno grupo – Uma grande multidão.
    II. 12 tribos de Israel – Pessoas de todas as tribos, nações e
    línguas
    III. Protegido para passar a tribulação – Vitorioso e seguro no
    céu
    IV. Estão na terra – Estão diante do trono

    O cuidado novamente a olhar está visão é não delimitar o tempo dentro
    dos 7 anos, pois possivelmente o selo colocado sobre os 144 mil foi um
    período bem anterior e agora João está olhando algo já perto do retorno
    de Jesus, pois o versículo 14 detalhe que são mártires que vieram da
    grande tribulação. Em nenhum lugar das escrituras nós temos essa imagem
    com: Deus Pai, Jesus, os 4 seres viventes, os 24 Anciãos, anjos e uma
    grande multidão de santos adorando diante do trono de Deus. Um
    cumprimento de Sl 2:8, Isa 49:6, Isa 55:4, Isa 42:1.

    Mais dois hinos são entoados:

                Ao nosso Deus que está assentado no trono e ao
    Cordeiro pertence a salvação.

    Amem! O louvor, a glória, a sabedoria, as ações de
    graça,
    a honra, o poder e a força sejam ao nosso Deus, para
    todo o sempre amem.

    Apesar de diferentes visões interpretativas sobre esse acontecimento,
    essa multidão pode ter uma conexão com o capítulo 6:9-11, sendo cristãos
    que foram mortos durante os 7 anos ou mais específicos a grande
    tribulação. Esse termo, grande tribulação, foi definido por Jesus em
    Mateus 24:15 determinando os últimos 3,5 anos dessa era.

    Interessante ressaltar as palavras incluídas nos hinos sendo
    cantados, ações de graça e salvação.
    Principalmente o termo salvação precisa vir de alguém que reconhece que
    estava perdido e foi resgatado, que é exatamente a definição do
    versículo 14, “lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro” ou seja não
    pode ser uma canção angelical, mas de um povo que foi comprado pelo
    sangue de Jesus.

  • Apocalipse 6: Os Selos são abertos pelo Cordeiro

    A partir desse momento João inicia as visões do futuro, os últimos 7
    anos dessa era, com o retorno de Cristo no Dia do
    Senhor.
    Olharemos o desenrolar desses fatos apenas na visão
    pré-milenista histórica e pós-tribulacionista.

    Importante detalhe, quem abre os selos e inicia o desenrolar do que
    veremos acontecendo sobre a terra é Jesus ou seja Ele quem autoriza as
    atividades que irão acontecer na terra.

    Nem uma dúvida que esses acontecimentos devem ser futuros e que
    possivelmente estão alinhados com os últimos 7 anos profetizado em
    Daniel 9:27 junto com as Trombetas e Taças. Também podemos perceber uma
    precisão da ordem dos Selos com o discurso de Jesus no Monte das
    Oliveiras em Mateus 24.

    Há um contexto que o Senhor colocou em cada detalhe desses selos que
    devem ser analisados. As figuras, imagens e cores são de fundamentais
    importância para um entendimento de uma mensagem profética. Por exemplo,
    a Taça traz um simbolismo de um efeito imediato e mais
    curto pois é derramada sobre a terra. Enquanto os Selos
    abertos iniciam ou abrem algo para acontecer. De outro lado, o
    simbolismo do cavalo é um efeito que começa naquele
    momento e marcha por tudo o período até o fim ou seja tem uma
    crescente.

    Algumas certezas desse período, chamado de última semana de
    Daniel
    , temos baseado em alguns versículos. A figura abaixo
    demonstra graficamente esse tempo. Com esse entendimento bíblico podemos
    “distribuir” os acontecimentos futuros revelados em Apocalipse.

    api4
    api5

    Algumas Notas e
    Detalhes sobre os Selos:

    Primeiro Selo: Início das atividades militares do
    Anticristo e suas alianças. O cavalo branco na antiguidade trazia um
    símbolo de autoridade e conquista. Conquistadores romanos entravam na
    cidade depois de suas conquistas. Apesar das escrituras declararem Jesus
    retornando em um cavalo branco, esse selo traz um contexto com o início
    das atividades do Anticristo na terra. Como Daniel diz foi lhe dada
    autoridade na terra por um período determinado que é a representação da
    coroa nessa visão. Seu cavaleiro, o Anticristo, tem um arco de guerra em
    suas mãos. Essa descrição é similar a visão de Daniel 11:21 e 7:8.
    Apocalipse 13:5 diz que Deus dá autoridade para que o AC atue por um
    tempo. Importante entender que o Anticristo irá prosperar em seus
    enganos, alianças e conquistas militares. Em Mateus 24:5 Jesus predisse
    a vinda de alguém que enganaria a muitos.

    Algumas diferenças entre esse personagem e Cristo no cavalo branco de
    Apoc 19:11: – Proposito: Conquistar – Receber o que é Seu
    Equipamento: Arco – EspadaNome: Anônimo – Fiel e
    Verdadeiro
    Cavaleiros que acompanham: nenhum – Exércitos dos
    Céus
    Tempo: No início – Fim da tribulação
    Contexto: Saiu para vencer (período de tempo) – Cristo já
    venceu

    Segundo Selo: O vermelho do cavalo traz a
    representação do derramamento de sangue e da guerra. Em Zacarias 1:8
    esse cavalo estava parado, em paz. Existe uma ordem com o discurso de
    Jesus em Mateus 24:5 que depois do falso messias viriam as guerras.
    Podemos também ver um alinhamento com Daniel 11:21-25 que no início o
    Anticristo estabelece alianças e logo em seguida ataca o rei do Sul.
    Tanto em Daniel quanto em Mateus esses acontecimentos são antes da
    abominação desoladora ou seja nos primeiros 3,5 anos ou
    os princípios das dores. Isso também determina que Israel ainda não foi
    invadido pelo Anticristo e se encontra seguro.

    A grande espada pode ser um símbolo da autoridade para matar pessoas
    através da guerra que também confirma as profecias de Daniel 11:26.
    Teólogos também entende que a paz interna dentro dos países será tirada.
    Divisões internas levarão a guerras civis (Luc 21:9).

    Terceiro Selo: O cavalo preto simboliza o
    colapso do padrão econômico desse mundo, o símbolo da
    balança que era usada na antiguidade para determinar valor. Os mercados
    financeiros do mundo todo sendo afetados e causando um desemprego
    generalizado. Uma consequência natural das guerras é o efeito destrutivo
    na produção de comida e seus canais de distribuição. O anjo descreve que
    250 gramas de trigo custarão um dia inteiro de trabalho (1 denário). O
    trigo representava a boa comida que os homens comiam e a cevada os
    alimentos dos animais. Ambas serão afetadas por uma profunda
    inflação.

    Quanto ao azeite e o vinho podemos trazer a questão espiritual da
    unção e alegria que continuará sendo derramada sobre a igreja. Porém o
    contexto aqui é muito mais amplo, isso afetara toda a humanidade, por
    isso o contexto pode estar mais relacionado um controle de acesso a
    itens de consumo pelos poderes vigentes na terra devido a escassez. Mais
    a frente veremos o Anticristo controlando o poder de compra e venda. Em
    Mateus 24:7 depois das guerras Jesus prediz a fome sobre a terra
    alinhado com a ordem do terceiro selo. A fome ao longo da bíblia também
    foi a forma de Deus chamar atenção do seu povo de volta para Ele. Todo
    esse processo afetará o mundo, mas também despertando a igreja a olhar
    para Cristo e não mais para as coisas terrenas e passageiras.

    Quarto Selo: Apesar da maioria das traduções do
    português citarem cavalo amarelo, o original do grego é verde ou
    esverdeado (clóros, essa palavra está descrita 4x no novo testamento
    sempre citando a cor das plantas). Algumas versões do inglês trazem
    verde. Esse selo é o símbolo da morte sendo manifestada na terra. Em um
    período curto teremos 25% da população mundial sendo
    afetada por guerras, fome, pestes e animais selvagens sendo
    mortos
    . Um ponto importante para entender esse selo que a
    autoridade foi dada a Morte e o Inferno para ceifar vidas. Enquanto a
    morte colhe o físico o inferno colhe o espiritual. Esse selo não está
    afetando os santos em sua prioridade mas a população mundial sendo
    atingida. Essas pragas foram descritas pelas profetas como um aviso ao
    arrependimento (Jer 15:2-3 e Eze 14:21). Essas calamidades iniciais
    consumirão cerca de 2 bilhões de pessoas da terra. Pela quantidade de
    pessoas morrendo podemos esperar uma grande guerra acontecendo e a volta
    de uma grande pandemia, além de uma severa fome sobre a terra, pois só
    assim podemos imaginar animais selvagens atacando o homem em grandes
    proporções. Lucas 21:11 fala de grandes epidemias nesse tempo.

    Até aqui tivemos um período com fatos preliminares que Jesus
    definiu como Princípio das Dores. Também podemos perceber que os
    primeiros selos abertos afetaram o padrão humano de vida na terra e uma
    forma de preparar os santos para não se apegarem nas coisas do mundo e
    olharem para algo maior espiritual, a vinda de Jesus. Entretanto, o
    colapso financeiro afetará também as estruturas físicas das igrejas e
    nossa capacidade normal de vida.

    Quinto Selo: Na abertura do quinto selo, Joao que
    tinha tido uma visão da sala do trono, agora vê um altar. Esse lugar era
    destinado ao sacrifício, onde os animais eram
    oferecidos como sacrifício agradável a Deus. Esse selo também fala dos
    mortos, porém enquanto no 4 Selo o inferno colhia-as aqui temos elas
    diante de Deus Pai. Esse é o período da grande perseguição predito por
    Jesus em Mateus 24:9 e por Daniel 7:25. Isso claramente acontece depois
    da invasão do Anticristo a Jerusalém (Apoc 12:14) ou os últimos 3,5 anos
    que antecedem o Dia do Senhor. Aqui temos a visão de João dos mártires
    que morreram por causa de sua fé em Jesus. Existe um clamor desses
    mártires que contraste as orações de Jesus e Estevão por misericórdia
    diante dos perseguidores, possivelmente pois estamos no tempo final onde
    será derramada a ira de Deus sobre a terra. Cada mártir recebeu uma
    veste branca que simboliza salvação e imortalidade. Apocalipse 7:9 nos
    ajuda entender que esses mártires estão vindo apenas do período da
    grande tribulação.

    Sexto Selo: Toda a descrição dessa passagem aponta
    para o que os profetas chamaram de Dia do Senhor, talvez João teve esse
    proposito ao referenciar com tanta precisão sinais apontados em Joel
    2:10,30, Isaias 13:9, 2:10, 34:4, Ezequiel 32:7, Oseias 10:8. Todas as
    profecias apontam para o dia do retorno de Jesus.

    Também o texto fala de um grande terremoto, que o livro de Apocalipse
    vai repetir no 7 selo, na 7 trombeta e 7 Taça. Um outro terremoto
    acontece no momento da ressureição das 2 testemunhas. O escurecimento do
    sol e a lua de sangue também foi profetizado como Dia do Senhor em
    Isaias 13:10, Ezequiel 32:7-8, Joel 2:31, Amos 8:9.

    A descrição da humanidade se escondendo nos buracos da terra e
    cavernas (Isa 2:19) mostra o terror diante da Ira de Deus. Enquanto, os
    mártires clamam por justiça, a humanidade que não
    conhece o Senhor clama, nos esconda. Atitude de Adão
    depois do pecado. Em lugar de correr em arrependimento para quem pode
    salvar, eles fogem e se escondem da vergonha do seu pecado.

    Apesar do Sexto Selo trazer detalhes únicos do Dia do Senhor, a
    maioria dos teólogos apontam toda essa manifestação ainda como princípio
    da manifestação cósmica da Ira de Deus sobre a terra ou seja esse evento
    aconteceria bem antes do retorno de Jesus. Nessa teoria ainda necessitam
    se manifestar todas as trombetas e taças.

    Meu ponto pessoal de visão que o Sexto Selo é a manifestação do Dia
    do Senhor, por isso estaria ao final dos 7 anos.

    Sétimo Selo: O sétimo selo traz uma continuidade do
    sexto selo onde o altar do céu se abre com o incenso da oração dos
    santos. O clamor nos Salmos e também nos mártires era: até
    quando Senhor não fará justiça?
    Essas orações são entregues a
    Deus pai e depois com fogo retirado do altar é jogado para a terra.
    Ocorre a mesma manifestação que vemos no 7 Trombeta e na 7 taça, houve
    trovoes, vozes e relâmpagos (Apoc. 11:19 e 16:18).

  • Apocalipse 4 e 5: A Visão do Trono de Deus e o Cordeiro

    Introdução:

    Essa seção se inicia com o fato mais sobrenatural na bíblia, João
    entra na presença do Conselho Divino, o trono da
    gloria. O proposito de Deus é preparar João, e o leitor do livro, para
    os julgamentos que serão derramados sobre a terra. Ela apresenta a visão
    de quem está no controle e quem origina esses fatos, o próprio
    Cristo.

    Deus revelou toda a cena da corte celestial nos capítulos 4-5 como
    ocorrendo num palácio celestial. A cena como de um tribunal
    retrata
    um conselho divino em sessão. Nesta reunião, Deus
    decide quem seria digno de assumir a autoridade da terra.
    Autoridade essa para julgar e recompensar os seus
    moradores
    O Cordeiro é digno de receber uma herança da aliança,
    simbolizada pelo rolo de sete selos, por meio de um processo de
    julgamento investigativo.

    1. Espiritualmente podemos entender que Deus Pai está entregando o
      testamento da terra a Seu filho que está recebendo toda autoridade e
      domínio sobre ela. Vemos o detalhe dos 7 chifres em Apoc. 5:6 que
      representa a plenitude da autoridade.

    2. O propósito pastoral é assegurar aos cristãos sofredores, que
      Deus e Jesus são soberanos e que os acontecimentos que os cristãos
      enfrentam fazem parte de um plano soberano que culminará na sua redenção
      e na vindicação da sua fé através do castigo dos seus
      perseguidores.

    3. Nenhuma parte das Escrituras é mais calculada para evocar
      adoração do que estes dois capítulos da profecia de João.

    Podemos fazer uma conexão de mesmo proposito com Daniel 7:9-14, onde
    antes de Deus revelar a visão dos últimos 3,5 anos dessa era, Ele
    introduz Daniel a visão do trono da gloria e pela primeira vez na bíblia
    temos visão do Filho do Homem recebendo toda a autoridade. Mais uma vez
    a intenção de Deus era mostrar que Ele está no controle de todos os
    acontecimentos.

    Trono de Deus:

    Não é possível precisar o intervalo (“depois destas coisas”) entre a
    primeira seção do livro (a visão do Cristo glorificado e as sete cartas
    às igrejas da Ásia Menor) e esta seção que se abre com a visão da glória
    de Deus, mas fica claro que o capítulo 4 inaugura um novo momento na
    narrativa apocalíptica, que terá́ relação com todos os demais
    acontecimentos que se seguem. Porém cremos que esse momento referência o
    início da fase final dessa era, como descrito em Daniel 7:9-14.

    1. A visão dispensacionalista interpreta esse momento com o
      arrebatamento da igreja, olhando o livro de Apocalipse com uma escala de
      tempo. Porém teríamos que fazer uma inflexão interpretativa muito forte
      do texto para chegar essa conclusão e uma completa omissão de detalhes
      por João para um evento tão importante.

    Importante entender que essa não apenas uma visão aleatória da sala
    do trono, mas se voltarmos ao versículo 10 do primeiro capítulo, João
    está tendo as manifestações do Dia do Senhor. Assim, a Sala do Trono ou
    o Conselho do Senhor está reunido para determinar o julgamento dessa era
    e suas manifestações que antecedem o estabelecimento do Reinado de Jesus
    Cristo.

    api3
    1. A porta: Joao entra por uma porta no céu.
      Importante simbolismos porque essa porta de entrada é Jesus. Joao
      entendeu claramente isso pois escreveu Apoc 3:8 e Joao 10:7 onde Jesus é
      a porta de entrada ao trono da graça.

    2. Conselho do Senhor: ao longo de todo bíblia
      vamos ter uma revelação gradativa desse conselho do Senhor.

    1. Jó 1:6 ocorre uma reunião diante do trono.
    2. 1 Reis 22:19 Profeta Micaías vê uma reunião do Senhor no seu trono e
      todo um exército espiritual.
    3. Zacarias 3:1 Ele vê uma sessão como um tribunal diante do trono do
      Senhor
    4. Isaias 6 Vê Deus assentado no trono e serafins. Quem irá por
      nós?
    5. Ezequiel 1 Vê seres viventes e um homem assentado no trono.
    6. Salmo 82:1 Deus lidera toda a congregação divina
    7. Jeremias 23:18 quem esteve no Conselho do Senhor. (Jó 15:8)
    8. Salmos 89:7 Deus infunde temor no meio do Conselho do Senhor
    9. 1 Crônicas 24 o Tabernáculo de Davi e seus 24 turnos. De onde Davi
      tirou isso? Salmo 110, 15, 61:4, 65:4?
    10. Colossenses 1:6 descreve uma hierarquia espiritual
    1. Assentado no trono: Com certeza é a visão de
      Deus Pai, João não consegue fazer uma descrição clara devido ao
      esplendor da glória, visão semelhante de Daniel 7:9 com o Ancião de
      Dias. O seu aspecto era como pedra de Jaspe e Sardônio.  Apoc 21:11 as
      cores do vermelho fogo e brilho simbolizam a santidade e pureza do
      Senhor. Elas também representavam a primeira e última pedra da estola
      sacerdotal Ex 28:17

    2. Os 24 Anciãos com suas coroas: Aperar de algumas
      teorias explicarem a humanidade desses anciãos, conciliando os 12 filhos
      de Israel e os 12 apóstolos (lei e graça), preferimos entender como
      seres espirituais que fazem parte do Conselho do Senhor desde a
      antiguidade. Coroa traz sempre a representação de autoridade.
      Interessante que muitas das recompensas as 7 igrejas são características
      dessa posição. A canção que eles entoam em Apoc 5:9-10 ajudam a
      fortalecer o conceito que são seres espirituais.

    3. Relâmpago, Vozes e Trovões: Salmos e outros
      livros como Jó e Ezequiel retratam a voz do Senhor como trovejando pelo
      seu ruido, mas a reunião de Relâmpago, Vozes e Trovões iremos ver ao
      longo de Apocalipse quando o trono se abre para uma manifestação na
      terra. Podemos ver algo semelhante no antigo testamento em Ex 19:16
      quando o Senhor sai do seu templo e desce sobre o Monte Sinai.

    1. Apoc 8:5 … relâmpago, vozes e trovões. 7 Selo
    2. Apoc 11:19 …relâmpago, vozes e trovões. 7
      Trombeta
    3. Apoc 18:18 …relâmpago, vozes e trovões. 7 Taça
    1. Mar de vidro: temos essa manifestação em Ex
      24:19 quando Moises e os 70 anciões se encontram com Deus. Mesma visão
      esta em Ez 1:22 e 1 Reis 7:23. Traz essa perspectiva da separação da
      pureza e santidade de Deus com a criação caída.

    2. Os Setes Espíritos: Temos que ter o cuidado de
      não cair em uma heresia determinando a divisão do Espírito Santo, mas o
      7 é o número da completude na bíblia: os 7 trovoes, os 7 olhos etc. 
      Esse é o momento que podemos determinar conforme Isaias 11 e 61 que se
      prepara o momento do julgamento, dia da vingança do Senhor.

    3. Quatro Seres Viventes: Seres angelicais criados
      por Deus. São seres viventes que manifestam os atributos de
      Deus
      , estão no meio e em torno do trono, bem próximos a Deus.
      Diz João que os seres eram cheios de olhos na frente e atrás, o que
      remete à vigilância incessante. Nada dos negócios divinos lhes escapa. A
      descrição dada por Joao mostra que eles têm uma certa autoridade em
      liderar a adoração, são sentinelas diante do trono e participam do
      Conselho para o derramamento do juízo. O Antigo Testamento traz a visão
      dessas criaturas em Ezequiel 1 e 10 e possivelmente o serafim da visão
      de Isaias 6.
      De alguma foram elas representam toda a criação de Deus
      e trazem simbolismo importantes espirituais:

    A tradição judaica interpreta a figura do leão para
    a tribo de Judá, o boi para a tribo de Efraim, o homem para a tribo de
    Ruben e a águia para a tribo de Dã, que possivelmente eram seus
    estandartes. Estes representavam os cabeças das tribos na distribuição
    do acampamento no Tabernáculo. Números 2:2 – Leão:
    Evangelho de Mateus (Rei) ou realeza. – Novilho:
    Evangelho de Marcos (Servo) ou humildade, carregou nossas dores e
    culpas. – Homem: Evangelho de Lucas (Homem perfeito) ou
    o homem relacional. – Águia: Evangelho de João
    (Divindade) ou

    Obs.: Santo Irineu foi um dos primeiros a associar com os
    evangelhos

    Porém, precisamos ter cuidado na revelação de Apocalipse, para não
    nos distrairmos da centralidade de Cristo e a
    autoridade de Deus Pai. Por isso, o mais importante do que ressaltar os
    detalhes da criatura é ver o criador. O que os dois primeiros cânticos
    mostram:

    1)Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, todo poderoso,
    Aquele que era, Que é e Que há de vir.

    2)Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória,
    a honra e o poder, porque criaste todas as coisas e por tua vontade elas
    vieram a existir e foram criadas.

    Atributos sobre Deus descritos nesses hinos: Santo, Justo,
    Misericordioso, Bondoso, Perfeito, Onipotente e Soberano. Existe
    14 doxologias e 20 hinos
    em todo livro de Apocalipse.

    Por fim, o versículo 10 tem uma importante verdade espiritual,
    os anciões rendiam suas coroas ao próprio Senhor. O
    padrão do mundo temos a questão de nossas conquistas que glorificam a
    nós mesmos. Ganhamos troféus, medalhas e prêmios de reconhecimento que
    exaltam a grandeza da obra do homem. Porém, aqui nos 24 anciãos temos o
    entendimento daquilo que eles têm ou receberam, a autoridade, sendo
    depositados/devolvidos ao próprio criador de todas as coisas. Então,
    nossas coroas (1 Cor 3:10, 2 Cor 5:10 e Apoc 2:10) são conquistas não
    para nossa glória, mas para adoração ao Cristo.

    A Autoridade do
    Cordeiro:

    Precisamos entender o momento dessa visão, voltando
    João estava em espírito no Dia do Senhor, aqui foi estabelecido o
    Conselho do Senhor para dar início ao julgamento da terra. Nas mãos de
    Deus Pai estava a “escritura” da terra, o testamento
    que será entregue a único digno de receber, Jesus.

    O contexto de todo capítulo 5 está na centralidade de 3
    pontos: a autoridade de Deus Pai
    , o testamento da
    terra
    ou rolo com os selos e o único que tem
    autoridade
    , porque conquistou, para receber esse rolo e iniciar
    o processo final de julgamento para essa era.

    Nada em toda a criação foi achado digno para abrir os selos,
    julgamento ou cumprimento da profecia, nem homem, nem anjos, apenas o
    próprio Cristo porque conquistou esse direito sendo o Cordeiro de Deus
    que trouxe redenção a criação. A menção de um dos anciãos, Ele é Leão da
    tribo de Judá, a raiz de Davi expressa que Jesus é o cumprimento da
    profecia bíblica. Desde o início Ele era o prometido de Genesis
    3:15
    . É o cumprimento da visão de Daniel 7:13 onde é dado ao
    Filho do Homem a autoridade para julgar.

    1. O Rolo: Esse rolo possivelmente refere-se também
      da visão de Ezequiel 2:9, um livro escrito por dentro e por fora, com
      lamentações, gemidos e ais. Ninguém no céu, na terra ou
      debaixo da terra tinha autoridade para abrir ou conhecer seu conteúdo.
      Jesus diz Mt 24:36 os anjos não sabem, apenas o Pai. Isso o Pai reservou
      em sua soberania e passa ao Filho a autoridade para iniciar o julgamento
      e revelar os detalhes do plano do fim dessa era. Fil 2:10

    2. Quem tem autoridade: O ancião descreveu Jesus
      como o Leão da tribo de Judá e a raiz de
      Davi
      . O Leão de Judá (Gn 49:9) e a Raiz (descendência) de Davi
      (Is 11:1, 10; Jr 23:5; 33:15; Mt 22:42-43; Rm 15: 12) são ambos títulos
      do Messias divino que cumpriria as promessas de salvação e governo do
      Antigo Testamento. Este é o único lugar no Novo Testamento onde esses
      títulos ocorrem juntos. Mas ele também descrito como
      Cordeiro, assim descrito em Gen 22:8 e Isa 53:7. Cristo
      venceu satanás, o pecado e a morte. Essas referências de Jesus mostram a
      importância da profecia bíblica do Antigo
      Testamento
      .

    3. Os 7 Chifres, Olhos e Espírito: Chifres sempre
      representou autoridade na bíblia, e aqui com o número ela representa
      toda autoridade, com toda visão e discernimento bem como e toda
      manifestação do poder do Espírito. O Rei, o Sacerdote e o
      Profeta.

    4. Harpas e Taças: O próprio texto descreve que as
      tacas estão cheias de incenso com as orações dos santos (Sal 141:2). No
      antigo testamento (Num 16:6) essa era uma atribuição exclusiva do
      sacerdote, mas cada cristão se tornou um sacerdote 1 Pe 2:9 e Apoc 1:6.
      Esse é o único lugar na bíblia que criatura espirituais estão tocando um
      instrumento musical. Heb 10:19

    O momento mais fulminante desse capítulo quando o Cordeiro recebe o
    livro das mãos de Deus Pai e assume toda a autoridade dos eventos a
    serem manifestados na terra durante o período do julgamento.

    Mais 3 hinos temos nesse capítulo:

    3)Digno és de pegar o livro e de quebrar os selos, porque
    foste morto e com teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda
    a tribo, língua e nação, e para o nosso Deus os constituíste reino e
    sacerdotes e eles reinarão sobre a terra.

    4)Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder a
    riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória e o
    louvor.

    *5)Aquele que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o
    louvor, a honra, a glória e o domínio para todo o sempre. Toda a terra
    canta)

    Os hinos descritos seguiram uma procissão
    cerimonial,
    os dois primeiros exaltam Deus Pai todo poderoso e
    Criador de todas as coisas. Seguimos por um hino de reconhecimento da
    dignidade do Cordeiro de receber a autoridade e seus atos de justiça. O
    seguinte é proclamado após o Cordeiro receber toda a autoridade
    exaltando a Ele como um Rei e por fim toda a criação exaltando a Deus
    Pai e a Jesus.

  • Apocalipse 2 e 3: As Cartas às Igrejas da Ásia

    Imagem: ap-ig

    Quadro com texto: |Igreja |Cristo
    |Admiração |Repreensão
    |Exortação |Advertência
    |Promessa | |—|—|—|—|—|—|—| |Éfeso
    Ativa, mas esfriando |Tem as 7 estrelas e anda no meio dos 7
    candelabros |Conheço suas obras, seu esforço, sua perseverança. Sei que
    ao tolera os maus e testa os que se declaram apóstolos e não esmorece
    nas provas |Você abandonou seu primeiro amor |Lembre-se do lugar que
    você caiu e volte a prática das primeiras obras |Se você não se
    arrepender tirarei o seu candelabro |Ao vencedor darei o direito de se
    alimentar da arvore da vida no paraíso de Deus |
    |Esmirna Sofredora, mas perseverante |É o
    primeiro e o último. O que esteve morto e ressuscitou |Conheço a sua
    tribulação, sua pobreza, mas tu és rica, a blasfêmia contra você
    |Nenhuma |Não tenha medo do sofrimento |O diabo lançará alguns na
    prisão, para vos por a prova e serão tribulados por 10 dias |Se fiel até
    a morte e eu lhe darei a coroa da vida. O vencedor não sofrera a segunda
    morte. | |Pérgamo Resistente, mas imoral
    Casada com o mundo. |É aquele que tem a espada afiada de dois
    gumes |Você conserva o meu nome e não negou a fé | Seguidores da
    doutrina de Balaão e dos Nicolaítas |Arrependa-se |Se não se
    arrependerem eu lutarei contra eles com a espada da minha boca |Darei o
    maná escondido e uma pedrinha branca com um novo nome |
    |Tiatira Comprometida, mas tolerante |O Filho
    de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés como o bronze
    polido |conheço suas obras, seu amor, sua fé, o seu serviço, a sua
    perseverança e as suas últimas obras são maiores que as primeiras
    |Toleram as falsas profecias de Jezabel, comem comida sacrificadas a
    ídolos e imoralidade sexual |Dou tempo para se arrepender, trarei grande
    tribulação e morte aqueles que não se arrependerem |Aqueles que evitarem
    os segredos de satanás, não porei outra carga, perseverem até que eu
    venha |Darei autoridade sobre as nações, com cetro de ferro as governara
    | |Sardes Fama do passado, mas morta |Tem os
    sete espíritos de Deus e as sete estrelas |Conheço as suas obras, são
    mortas |Tem reputação de estar viva, mas está morta |Arrependa-se,
    lembre-se do que você recebeu e guarde-o |Se você não vigiar, virei como
    um ladrão contra você. |Será vestido de branco e não apagarei seu nome
    do livro da vida. Confessarei seu nome diante do Pai e dos anjos |
    |Filadélfia Perseguida, mas missionária |O
    Santo, o Verdadeiro. Que tem a chave de Davi, que abre e ninguém fecha.
    Que fecha e ninguém abre. |conheço as obras que realiza. Te dou uma
    porta aberta que ninguém fechará. Tens pouca forca, mas obedeceu e
    guardou meu nome |Nenhuma |Guarde o que você tem para que ninguém tome
    sua coroa |Nenhuma |Guardarei da hora da provação e será uma coluna no
    santuário do meu Deus | |Laodicéia Exuberante e
    rica, mas morna e complacente
    |Sou o amem, a testemunha fiel, o
    princípio da criação. |conheço as obras que realiza, são mornas
    (contexto inúteis) |Por ser morna, eu vou vomitá-la da minha boca. Você
    diz que rica e não precisa de nada, mas você é infeliz, miserável,
    pobre, cega e nu. |Compre ouro refinado pelo fogo, compre vestes brancas
    e colírio para se ungir |Eu repreendo e disciplino quem amo, seja zeloso
    e se arrependa |Darei o direito de sentar-se como no trono |

  • Apocalipse 1: A Revelação do Cristo

    Na abertura do livro, João se preocupa em enfatizar os dois pontos
    mais importantes das visões que ele recebeu:

    1. O foco prioritário desses escritos são para revelar Jesus Cristo.
      Temos que ter o cuidado de não distrairmos o nosso foco olhando os
      detalhes da grande tribulação quando o desejo do Pai é mostrar que toda
      gloria e autoridade estão sobre o Filho.
      a. Enquanto os Evangelhos comunicam a humildade de Jesus, o Servo
      sofredor de Isaias 53, aqui temos a revelação do Cristo glorioso,
      Vencedor e Juiz.

    2. Um chamado a todos em meditar nessa mensagem (ler) e compartilhar
      a outros (ouvem). Único livro na bíblia que existe uma bem-aventurança
      prometida para quem nele ler, ouvir e pôr em prática. Isso refuta a
      teoria que esse livro é de difícil interpretação ou restrito a
      poucos.

    Um contraponto ao livro de Daniel, que o anjo diz do selamento
    daquela profecia, pois eram para dias bem distantes (Dan 12:9), aqui o
    livro de Apocalipse é um convite para todos, pois o tempo está próximo.
    Existe uma conexão muito grande com os dois livros pois mostra em
    detalhes a soberania de Deus diante da história humana. Entretanto, isso
    não é revelado como para satisfazer uma curiosidade sobre as coisas do
    fim, mas para inspirar pessoas a um estilo de vida que possam de viver
    de acordo a essa realidade.

    • Joao envia essa carta as 7 igrejas da Asia. Assim como algumas
      cartas de Paulo, ela circulava pelas igrejas. Porém, importante entender
      que elas são apenas sombras para o futuro. (Vers 4)
    • Os 7 espíritos de Deus têm diversas interpretações, mas talvez a
      melhor seja relacionada a Isaias 11, a completude do Espírito de Deus.
      (Vers 4)
    • O retorno de Jesus será um evento visível a TODOS,
      cristãos, judeus e ímpios. Todo olho verá o seu retorno. Em Mateus 24:24
      o mestre nos alerta de um falso messias vindo para um grupo restrito.
      Dan 7:13, Zc 12:10, Mt 24:30, Sl 104:3, Isa 19:1 (Vers 7)
    • A mensagem reforça algo presente na igreja primitiva, perseguição e
      sofrimento, como um encorajamento aos receptores dessa mensagem, seja
      daqueles dias ou do futuro, em nossos dias. Jesus em Mateus 24 também
      preparou a igreja para essa realidade. (Vers 9)
    • Joao enfatiza que teve as visões no Dia do Senhor. Apesar de
      comumente interpretado isso como o dia do domingo, esse dia de culto se
      tornou comum depois da era apostólica. Creio ser mais correta que o
      Espírito Santo o levou em visão para uma data futura, o Dia do Senhor,
      vários profetas falam desse dia.
    • A visão que teve de Jesus glorificado: (Vers 12 a 18)
      • Filho do Homem (Dan 7:15)
      • Vestes talares (Dan 10:5, Ex 28:4)
      • Cinto de ouro (Ex 28:4 e Lev 16:4)
      • Olhos como chama de fogo (Dan 10:6)
      • Cabelos brancos como a neve (Dan 7:9)
      • Pés como o bronze polido (Dan 10:6, Ez 43:2)
      • Voz como de muitas águas (Ez 1:24, Ez 43:2, Sl 93:4))
      • Sua mão tinha 7 estrelas (Jó 38:31)
      • Boca espada de dois gumes (Is 11:4)

    Essa é uma das primeiras visões ao longo de Apocalipse que mostram
    Jesus assumindo os 3 ofícios: Sacerdote,
    Rei e Profeta.

    • Essa primeira visão serviu para encorajar
      espiritualmente Joao do que ele ainda irá receber em suas visões e
      mostrar a autoridade de Jesus sobre todas as coisas. Ao
      longo das visões vamos entender o poder dado por Deus Pai em Daniel 7:14
      para Jesus julgar:

      • A Igreja
      • Babilonismo
      • As autoridades da terra
      • Satanás
      • Anticristo e seu profeta
      • Todos os homens, ricos ou pobres
      • Toda autoridade dos céus e da terra
    • Jesus dá entendimento da simbologia das 7 estrela e candelabros
      sendo algumas das 7 igrejas da Asia, e seus representantes humanos.
      Alguns entendem literalmente a expressão anjo como o guardião
      espiritual.
  • Apocalipse Intro

    api1

    Apocalipse 1
    Apocalipse 2 e 3
    Apocalipse 4 e 5
    Apocalipse 6
    Apocalipse 7
    Apocalipse 8 e 9
    Apocalipse 10
    Apocalipse 11
    Apocalipse 12
    Apocalipse 13
    Apocalipse 14
    Apocalipse 15 e 16
    Apocalipse 17
    Apocalipse 18

    “bem-aventurado aquele que lê, e bem-aventurados aqueles que ouvem as
    palavras da profecia e guardam as coisas nelas escritas.
    O tempo está próximo.”

    Autor: O apóstolo João

    Data: Entre 90 e 96 d.C. A maioria dos estudiosos
    entendem que foi escrito em torno da morte de Domiciano em 96 d.C. 
    Defensores da escola Preteristas apontam o ano 66 d.C.

    api2

    Propósito: Para mostrar as coisas que devem
    acontecer muito em breve, Apocalipse 1:19, sobre a revelação de Jesus
    Cristo. Nenhum livro da bíblia exaltará Jesus Cristo de tantas formas
    como nesse livro.

    Estrutura Literária: o livro de Apocalipse é uma
    combinação de três tipos literários. Importante mencionar que Joao
    referência com frequência o livro de Êxodo, Deuteronômio, Jeremias e
    Zacarias. São mais de 250 alusões a profecias do Antigo
    Testamento.
                            Epistola: cartas
    endereçadas para as necessidades especificas da igreja.
                            Profética: proclamação
    da palavra de Deus de maneira direta ao Seu povo em face de uma intensa
    perseguição de fora e um chamado a perseverar.
                            Apocalíptica:  uma
    mensagem expressa de modo apocalíptico envolve o uso de linguagem
    enigmática e ricamente simbólica, retratando a dramática vindicação e o
    triunfo de Deus e do Seu povo no fim dos tempos.

    Entretanto, o livro deve ser entendido com uma
    revelação, conforme se intitula no primeiro versículo.
    Entender isso demonstra que Jesus quer revelar algo aos
    seus leitores e não manter algo obscuro ou difícil de ser
    interpretado.

    Ao ler o livro é importante perceber a forma que ela procura expor os
    diferentes atributos de Jesus Cristo e
    alguém que está sendo coroado de toda a autoridade
    sobre a terra.

    Estrutura de
    Apocalipse:

    1. Capítulo 1 – O chamado ao profeta Joao para profetizar
    2. Capítulos 2 a 3 – As cartas as sete igrejas: Cristo no meio dos sete
      castiçais.
    3. Capítulos 4 a 5 – Visão da Sala do Trono celestial
    4. Capítulos 6 a 18 – A revelação dos acontecimentos do futuro da
      terra.

      1. Capítulo 6 – Os primeiros 6 selos do julgamento
      2. Capítulo 7 – Revelação Espiritual da salvação durante a grande
        tribulação
            I. 144 mil Israelitas selados
            II. Salvação de uma grande multidão
      3. Capítulos 8 e 9 – As primeiras 6 trombetas do julgamento
      4. Capítulos 10 e 11 – Revelação Espiritual preparando-nos para os
        últimos julgamentos
            I. Visão do anjo e o chamado a pregar o evangelho
            II. Visão do templo e as duas testemunhas
      5. Capítulo 11 – A 7 trombeta
      6. Capítulos 12 e 13 – Revelação do confronto e perseguição de Satanás,
        Anticristo e Falso Profeta durante a grande tribulação.
      7. Capítulos 14 e 15 – Revelação suplementar para os últimos
        julgamentos da grande tribulação
      8. Capítulos 16 – Os 7 flagelos ou taças do julgamento.
      9. Capítulos 17 e 18 – O grande julgamento da Babilônia.
    5. Capítulo 19 – A segunda vinda de Jesus Cristo
    6. Capítulo 20 – O Reino Milenar
    7. Capítulo 21 e 22 – A Jerusalém Celestial eterna e o fim do
      livro.

    Contexto da
    Mensagem:

    O livro originalmente escrito em grego poderia talvez ser mais bem
    traduzido ao português como Revelação, pois trata prioritariamente da
    revelação de Jesus Cristo. Este é o tema prioritário de todo o livro
    mostrando Jesus como cordeiro, rei e juiz.

    1. Revelação de quem é Jesus: Ele é totalmente
      homem e totalmente Deus. Do passado sendo o descendente de Davi, leão da
      tribo de Judá e prometido Messias. Também o cordeiro de Deus, o
      primogênito quem venceu a morte e Senhor e cabeça da igreja. Finalmente,
      Jesus será o juiz de toda a humanidade e Rei dos reis sobre toda a
      terra.

    2. Revelação do poder de Jesus: O poder e
      autoridade de Cristo para destruir satanás e o pecado. O poder de
      purificar sua noiva e cumprir as promessas feitas a Israel. Controle
      total sobre toda a criação e o universo. Domínio sobre poderes dos céus
      e da terra. Autoridade para julgar vivos e mortos e derramar a Ira do
      Senhor sobre Seus inimigos.

    3. Revelação do plano de Jesus: O seu último
      proposito é habitar com o homem e ter íntimo relacionamento com seu
      povo. Vemos isso com clareza durante o período milenar e a eternidade na
      nova terra.

    Apocalipse tem mais canções em suas páginas do que qualquer livro do
    NT. Dezenas ocasiões os anjos e santos irromperam em adoração, fazendo
    do livro um modelo de adoração.

    Apocalipse e Antigo
    Testamento:

    Observe também a ligação entre Gênesis e
    Apocalipse, o primeiro e o último livro da Bíblia.
    Gênesis apresenta o começo e Apocalipse apresenta o fim. Observe os
    contrastes entre os dois livros:

    • Em Gênesis a terra foi criada; no
      Apocalipse a terra é recriada.
    • Em Genesis o homem é removido do jardim do Eden, em
      Apocalipse o jardim do Eden desce para Deus habitar no
      meio dos homens.
    • Em Gênesis ocorreu a primeira rebelião de Satanás;
      em Apocalipse está a última rebelião de Satanás.
    • Em Gênesis, o sol, a lua e as estrelas serviam para
      o governo da Terra; no Apocalipse, esses mesmos corpos
      celestes são para o julgamento da Terra.
    • Em Gênesis, o sol deveria governar o dia; no
      Apocalipse não há necessidade do sol.
    • Em Gênesis a escuridão era chamada de noite; no
      Apocalipse “não há noite ali”
    • Em Gênesis as águas foram chamadas de mares; no
      Apocalipse não há mais mar.
    • Em Gênesis foi a entrada do pecado; no
      Apocalipse é o êxodo do pecado.
    • Em Gênesis a maldição foi pronunciada; no
      Apocalipse a maldição é removida.
    • Em Gênesis a morte entrou; no
      Apocalipse não há mais morte.
    • Em Gênesis foi o início do pranto e sofrimento; no
      Apocalipse não haverá mais dor nem lágrimas.
    • Em Gênesis ocorreu o casamento do primeiro Adão; no
      Apocalipse está o casamento do Último Adão, Jesus com
      sua noiva.
    • Em Gênesis vimos a cidade do homem, Babilônia,
      sendo construída; em Apocalipse vemos a cidade do
      homem, Babilônia, destruída e a cidade de Deus, a Nova Jerusalém,
      apresentada.
    • Em Gênesis a condenação de Satanás foi pronunciada;
      em Apocalipse a condenação de Satanás é executada.

    As profecias de Isaias do capítulo 24 a 27 são
    chamados “o pequeno Apocalipse” pois retratam uma visão
    desse período do fim.

    Naquele dia o Senhor castigará nas alturas, os exércitos celestiais e
    na terra castigará os reis da terra. Serão ajuntados com presos em
    masmorra e encerrados num cárcere e depois de muitos dias serão
    castigados. Isa 24:21-27

    Podemos fazer também um importante paralelo do Livro de
    Apocalipse
    com as profecias de Ezequiel.
    Principalmente a visão do trono de Ezequiel traz uma realidade futura
    para sua época, quando ele vê um homem assentado sobre o trono.

    1. A visão do trono (Ap 4/Ezequiel 1)
    2. O Livro (Ap 5/Ez 2-3)
    3. As Quatro Pragas (Ap 6:1-8/Ez 5)
    4. Os Mortos sob o Altar (Ap 6:9-11/Ez 6)
    5. A Ira de Deus (Ap 6:12-17/Ez 7)
    6. O Selo nos judeus (Ap 7/Ez 9)
    7. As Carvões do Altar (Ap 8/Ezequiel 10)
    8. Chega de demora (Ap 10:1-7/Ezequiel 12)
    9. Comer o Livro (Ap 10:8-11/Ezequiel 2)
    10. A Medição do Templo (Ap 11:1-2/Ezequiel 40-43)
    11. Jerusalém e Sodoma (Ap 11:8/Ez 16)
    12. O Cálice da Ira (Ap. 14/Ezequiel 23)
    13. A Videira da Terra (Ap 14:18-20/Ezequiel 15)
    14. A Grande Prostituta (Ap 17-18/Ez 16, 23)
    15. O Lamento sobre a Cidade (Ap 18/Ez 27)
    16. A Festa das Bodas (Ap. 19/Ezequiel 39)
    17. A Primeira Ressurreição (Ap 20:4-6/Ezequiel 37)
    18. A Batalha com Gogue e Magogue (Ap 20:7-9/Ezequiel 38-39)
      **Possivelmente não são o mesmo evento.*
    19. A Nova Jerusalém (Ap 21/Ezequiel 40-48)
    20. O Rio da Vida (Ap 22/Ezequiel 47)

    O Livro de Daniel também traz profundas conexões com
    o livro de Apocalipse. A primeira palavra de Apocalipse
    é “revelação”, como um segredo sendo revelado, no livro
    de Daniel revelação é uma das palavras chaves citado em
    Daniel 8 vezes.

    • A ordem dos últimos 7 anos
    • A autoridade do Filho do Homem e Apocalipse 5
    • Os 10 chifres
    • Os Impérios gentios opressores de Israel
    • O anticristo
    • Tempo de angústia
    • Daniel 3 e Apocalipse 13 (Estátua)
    • Perseguição dos Santos
    • Reino Eterno do Senhor
    • Eis que vem com as nuvens

    Se Genesis é o começo de tudo e Apocalipse o fim dessa era, Daniel e
    Ezequiel são o meio da história.

    As
    principais Escolas de Interpretação de Apocalipse:

    api-int
    Método Interpretativo Tese Básica Defensores Opinião
    Preterismo(Adeptos principalmente Pós-Milenistas e
    Amilenistas)
    Todos os eventos de Apocalipse foram cumpridos nos dias de Nero e/ou
    Domiciano. A profecia é concernente a eventos do primeiro século.
    Essa perspectiva foi primeiramente aceita por Eusebio em 340 d.C. e
    aceita até hoje principalmente na Igreja Católica e
    cresce nos seminários protestantes liberais.
    A mensagem do livro se refere prioritariamente aos cristãos dos
    primeiros séculos.
    Historicismo O livro é um panorama histórico da igreja desde seu início da era
    apostólica até a consumação de todas as coisas.
    Esse entendimento foi construído pela reforma com Lutero e Calvino
    (com exceção dos Anabatistas). Depois Jonathan Edwards
    consolidou esse entendimento associando ao Pós-Milenismo.
    As múltiplas interpretações das dos fatos históricos da igreja
    tornaram esse entendimento subjetivo e cada vez mais tem diminuído seus
    adeptos.
    Idealismo ou Alegórica (Adeptos principalmente do
    Amilenismo e alguns Pós-Milenistas)
    O livro de Apocalipse não é visto como uma
    representação de eventos reais, seja do passado ou
    futuro, mas deve ser visto como um conjunto de símbolos
    e metáforas sobre a grande luta entre o bem e o
    mal.
    Esse conceito foi desenvolvido na escola de Alexandria, por
    Orígenes, e depois adotada por
    Agostinho. Atualmente é amplamente aceita entre as
    escolas bíblicas mais conservadores.
    O casamento da filosofia grega com a teologia
    crista criou uma perfeita união alegorizando muitas das profecias e
    criando um conceito onde tudo na terra é ruim e o perfeito é algo
    espiritual distante.
    Futurismo (Adeptos Pré-Milenistas e
    dispensacionalistas)
    Com exceção dos primeiros capítulos, os eventos descritos por João
    se referem a um futuro ainda para se cumprir e constitui uma das
    maravilhosas profecias de Deus sobre a consumação dessa era.
    Essa visão é amplamente aceita pela grande maioria dos evangélicos.
    Durante a reforma os Anabatistas defendiam essa posição. A grande
    maioria dos pais da igreja tinham esse entendimento.
    A perspectiva futurista é harmoniosa com a mensagem
    de toda Bíblia. Na verdade, muito do texto de Apocalipse vem de
    profecias do Antigo testamento.

    O livro de Apocalipse era um dos principais lidos pela igreja
    primitiva, talvez pela grande perseguição que sofria do império romano,
    mas ao longo do tempo sofreu forte ataque para ser colocado em segundo
    plano como sendo uma história do passado ou a criação de um alegorismo
    indecifrável. Porém, bem-aventurado aquele que lê, o tempo está
    próximo.