Ao iniciarmos o entendimento dessa visão primeiro precisamos entender
que isso não é uma sequência de tempo, mas sim uma sequência de visões
que tem sua completude em cada propósito. Aqui teremos tempos distintos,
na separação das primícias de Israel estamos olhando para o meio dos 7
anos e a visão dos glorificados parece uma perspectiva de final da
última semana de Daniel.
144 mil de Israel:
A melhor interpretação para essa visão é literal e não figurativa.
São 144 mil judeus de todas as tribos de Israel. Exceção feita a
exclusão da tribo de Dã e Efraim e a inclusão e José e Levi. Essas
tribos perderam a promessa? Creio que não, pois a profecia milenar de
Eze 48 mostram essas tribos recebendo herança na terra e Levi assumindo
seu serviço sacerdotal.
Os 4 ventos aqui possivelmente representam os ventos de julgamentos
(Jer 49:36, Dan 7:2 e Os 13:15) sendo derramados sobre a terra, conforme
o versículo 3 detalha podem ser o início do anúncio de algumas trombetas
ou seja, eles seriam marcados ou separados para Deus antes desses
acontecimentos.
Temos duas intepretações distintas para esse fato:
Judeus messiânicos: terão seus olhos abertos
para entendimento que Jesus é o messias e durante a grande tribulação
serão os grandes evangelistas para os judeus, sendo arrebatados com
igreja no retorno do Senhor.
Judeus: Serão judeus zelosos protegidos das
grandes calamidades e perseguições durante a grande tribulação sendo
primícias da grande colheita do cumprimento de Eze 36 e Isa 66:8 onde
toda a nação sobrevivente será salva. Isa 66:19 profetiza que alguns
selados serão enviados as nações durante o milênio.
Seria o início do cumprimento das palavras proféticas da salvação da
nação de Israel. Deus protege um descendente de todas as tribos para a
grande colheita da nação. Seriam as primícias da grande colheita dos
judeus que acontecera no retorno de Jesus. Zac 12:10
Visão dos Santos Glorificados:
Temos um importante contraste entre os dois grupos nessa visão que
nos ajudam a identificar que em uma perspectiva temos Israel e de outra
a igreja.
I. Um pequeno grupo – Uma grande multidão.
II. 12 tribos de Israel – Pessoas de todas as tribos, nações e
línguas
III. Protegido para passar a tribulação – Vitorioso e seguro no
céu
IV. Estão na terra – Estão diante do trono
O cuidado novamente a olhar está visão é não delimitar o tempo dentro
dos 7 anos, pois possivelmente o selo colocado sobre os 144 mil foi um
período bem anterior e agora João está olhando algo já perto do retorno
de Jesus, pois o versículo 14 detalhe que são mártires que vieram da
grande tribulação. Em nenhum lugar das escrituras nós temos essa imagem
com: Deus Pai, Jesus, os 4 seres viventes, os 24 Anciãos, anjos e uma
grande multidão de santos adorando diante do trono de Deus. Um
cumprimento de Sl 2:8, Isa 49:6, Isa 55:4, Isa 42:1.
Mais dois hinos são entoados:
Ao nosso Deus que está assentado no trono e ao
Cordeiro pertence a salvação.
Amem! O louvor, a glória, a sabedoria, as ações de
graça, a honra, o poder e a força sejam ao nosso Deus, para
todo o sempre amem.
Apesar de diferentes visões interpretativas sobre esse acontecimento,
essa multidão pode ter uma conexão com o capítulo 6:9-11, sendo cristãos
que foram mortos durante os 7 anos ou mais específicos a grande
tribulação. Esse termo, grande tribulação, foi definido por Jesus em
Mateus 24:15 determinando os últimos 3,5 anos dessa era.
Interessante ressaltar as palavras incluídas nos hinos sendo
cantados, ações de graça e salvação.
Principalmente o termo salvação precisa vir de alguém que reconhece que
estava perdido e foi resgatado, que é exatamente a definição do
versículo 14, “lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro” ou seja não
pode ser uma canção angelical, mas de um povo que foi comprado pelo
sangue de Jesus.
A partir desse momento João inicia as visões do futuro, os últimos 7
anos dessa era, com o retorno de Cristo no Dia do
Senhor. Olharemos o desenrolar desses fatos apenas na visão
pré-milenista histórica e pós-tribulacionista.
Importante detalhe, quem abre os selos e inicia o desenrolar do que
veremos acontecendo sobre a terra é Jesus ou seja Ele quem autoriza as
atividades que irão acontecer na terra.
Nem uma dúvida que esses acontecimentos devem ser futuros e que
possivelmente estão alinhados com os últimos 7 anos profetizado em
Daniel 9:27 junto com as Trombetas e Taças. Também podemos perceber uma
precisão da ordem dos Selos com o discurso de Jesus no Monte das
Oliveiras em Mateus 24.
Há um contexto que o Senhor colocou em cada detalhe desses selos que
devem ser analisados. As figuras, imagens e cores são de fundamentais
importância para um entendimento de uma mensagem profética. Por exemplo,
a Taça traz um simbolismo de um efeito imediato e mais
curto pois é derramada sobre a terra. Enquanto os Selos
abertos iniciam ou abrem algo para acontecer. De outro lado, o
simbolismo do cavalo é um efeito que começa naquele
momento e marcha por tudo o período até o fim ou seja tem uma
crescente.
Algumas certezas desse período, chamado de última semana de
Daniel, temos baseado em alguns versículos. A figura abaixo
demonstra graficamente esse tempo. Com esse entendimento bíblico podemos
“distribuir” os acontecimentos futuros revelados em Apocalipse.
api4api5
Algumas Notas e
Detalhes sobre os Selos:
Primeiro Selo: Início das atividades militares do
Anticristo e suas alianças. O cavalo branco na antiguidade trazia um
símbolo de autoridade e conquista. Conquistadores romanos entravam na
cidade depois de suas conquistas. Apesar das escrituras declararem Jesus
retornando em um cavalo branco, esse selo traz um contexto com o início
das atividades do Anticristo na terra. Como Daniel diz foi lhe dada
autoridade na terra por um período determinado que é a representação da
coroa nessa visão. Seu cavaleiro, o Anticristo, tem um arco de guerra em
suas mãos. Essa descrição é similar a visão de Daniel 11:21 e 7:8.
Apocalipse 13:5 diz que Deus dá autoridade para que o AC atue por um
tempo. Importante entender que o Anticristo irá prosperar em seus
enganos, alianças e conquistas militares. Em Mateus 24:5 Jesus predisse
a vinda de alguém que enganaria a muitos.
Algumas diferenças entre esse personagem e Cristo no cavalo branco de
Apoc 19:11: – Proposito: Conquistar – Receber o que é Seu – Equipamento: Arco – Espada – Nome: Anônimo – Fiel e
Verdadeiro – Cavaleiros que acompanham: nenhum – Exércitos dos
Céus – Tempo: No início – Fim da tribulação – Contexto: Saiu para vencer (período de tempo) – Cristo já
venceu
Segundo Selo: O vermelho do cavalo traz a
representação do derramamento de sangue e da guerra. Em Zacarias 1:8
esse cavalo estava parado, em paz. Existe uma ordem com o discurso de
Jesus em Mateus 24:5 que depois do falso messias viriam as guerras.
Podemos também ver um alinhamento com Daniel 11:21-25 que no início o
Anticristo estabelece alianças e logo em seguida ataca o rei do Sul.
Tanto em Daniel quanto em Mateus esses acontecimentos são antes da abominação desoladora ou seja nos primeiros 3,5 anos ou
os princípios das dores. Isso também determina que Israel ainda não foi
invadido pelo Anticristo e se encontra seguro.
A grande espada pode ser um símbolo da autoridade para matar pessoas
através da guerra que também confirma as profecias de Daniel 11:26.
Teólogos também entende que a paz interna dentro dos países será tirada.
Divisões internas levarão a guerras civis (Luc 21:9).
Terceiro Selo: O cavalo preto simboliza o colapso do padrão econômico desse mundo, o símbolo da
balança que era usada na antiguidade para determinar valor. Os mercados
financeiros do mundo todo sendo afetados e causando um desemprego
generalizado. Uma consequência natural das guerras é o efeito destrutivo
na produção de comida e seus canais de distribuição. O anjo descreve que
250 gramas de trigo custarão um dia inteiro de trabalho (1 denário). O
trigo representava a boa comida que os homens comiam e a cevada os
alimentos dos animais. Ambas serão afetadas por uma profunda
inflação.
Quanto ao azeite e o vinho podemos trazer a questão espiritual da
unção e alegria que continuará sendo derramada sobre a igreja. Porém o
contexto aqui é muito mais amplo, isso afetara toda a humanidade, por
isso o contexto pode estar mais relacionado um controle de acesso a
itens de consumo pelos poderes vigentes na terra devido a escassez. Mais
a frente veremos o Anticristo controlando o poder de compra e venda. Em
Mateus 24:7 depois das guerras Jesus prediz a fome sobre a terra
alinhado com a ordem do terceiro selo. A fome ao longo da bíblia também
foi a forma de Deus chamar atenção do seu povo de volta para Ele. Todo
esse processo afetará o mundo, mas também despertando a igreja a olhar
para Cristo e não mais para as coisas terrenas e passageiras.
Quarto Selo: Apesar da maioria das traduções do
português citarem cavalo amarelo, o original do grego é verde ou
esverdeado (clóros, essa palavra está descrita 4x no novo testamento
sempre citando a cor das plantas). Algumas versões do inglês trazem
verde. Esse selo é o símbolo da morte sendo manifestada na terra. Em um
período curto teremos 25% da população mundial sendo
afetada por guerras, fome, pestes e animais selvagens sendo
mortos. Um ponto importante para entender esse selo que a
autoridade foi dada a Morte e o Inferno para ceifar vidas. Enquanto a
morte colhe o físico o inferno colhe o espiritual. Esse selo não está
afetando os santos em sua prioridade mas a população mundial sendo
atingida. Essas pragas foram descritas pelas profetas como um aviso ao
arrependimento (Jer 15:2-3 e Eze 14:21). Essas calamidades iniciais
consumirão cerca de 2 bilhões de pessoas da terra. Pela quantidade de
pessoas morrendo podemos esperar uma grande guerra acontecendo e a volta
de uma grande pandemia, além de uma severa fome sobre a terra, pois só
assim podemos imaginar animais selvagens atacando o homem em grandes
proporções. Lucas 21:11 fala de grandes epidemias nesse tempo.
Até aqui tivemos um período com fatos preliminares que Jesus
definiu como Princípio das Dores. Também podemos perceber que os
primeiros selos abertos afetaram o padrão humano de vida na terra e uma
forma de preparar os santos para não se apegarem nas coisas do mundo e
olharem para algo maior espiritual, a vinda de Jesus. Entretanto, o
colapso financeiro afetará também as estruturas físicas das igrejas e
nossa capacidade normal de vida.
Quinto Selo: Na abertura do quinto selo, Joao que
tinha tido uma visão da sala do trono, agora vê um altar. Esse lugar era
destinado ao sacrifício, onde os animais eram
oferecidos como sacrifício agradável a Deus. Esse selo também fala dos
mortos, porém enquanto no 4 Selo o inferno colhia-as aqui temos elas
diante de Deus Pai. Esse é o período da grande perseguição predito por
Jesus em Mateus 24:9 e por Daniel 7:25. Isso claramente acontece depois
da invasão do Anticristo a Jerusalém (Apoc 12:14) ou os últimos 3,5 anos
que antecedem o Dia do Senhor. Aqui temos a visão de João dos mártires
que morreram por causa de sua fé em Jesus. Existe um clamor desses
mártires que contraste as orações de Jesus e Estevão por misericórdia
diante dos perseguidores, possivelmente pois estamos no tempo final onde
será derramada a ira de Deus sobre a terra. Cada mártir recebeu uma
veste branca que simboliza salvação e imortalidade. Apocalipse 7:9 nos
ajuda entender que esses mártires estão vindo apenas do período da
grande tribulação.
Sexto Selo: Toda a descrição dessa passagem aponta
para o que os profetas chamaram de Dia do Senhor, talvez João teve esse
proposito ao referenciar com tanta precisão sinais apontados em Joel
2:10,30, Isaias 13:9, 2:10, 34:4, Ezequiel 32:7, Oseias 10:8. Todas as
profecias apontam para o dia do retorno de Jesus.
Também o texto fala de um grande terremoto, que o livro de Apocalipse
vai repetir no 7 selo, na 7 trombeta e 7 Taça. Um outro terremoto
acontece no momento da ressureição das 2 testemunhas. O escurecimento do
sol e a lua de sangue também foi profetizado como Dia do Senhor em
Isaias 13:10, Ezequiel 32:7-8, Joel 2:31, Amos 8:9.
A descrição da humanidade se escondendo nos buracos da terra e
cavernas (Isa 2:19) mostra o terror diante da Ira de Deus. Enquanto, os mártires clamam por justiça, a humanidade que não
conhece o Senhor clama, nos esconda. Atitude de Adão
depois do pecado. Em lugar de correr em arrependimento para quem pode
salvar, eles fogem e se escondem da vergonha do seu pecado.
Apesar do Sexto Selo trazer detalhes únicos do Dia do Senhor, a
maioria dos teólogos apontam toda essa manifestação ainda como princípio
da manifestação cósmica da Ira de Deus sobre a terra ou seja esse evento
aconteceria bem antes do retorno de Jesus. Nessa teoria ainda necessitam
se manifestar todas as trombetas e taças.
Meu ponto pessoal de visão que o Sexto Selo é a manifestação do Dia
do Senhor, por isso estaria ao final dos 7 anos.
Sétimo Selo: O sétimo selo traz uma continuidade do
sexto selo onde o altar do céu se abre com o incenso da oração dos
santos. O clamor nos Salmos e também nos mártires era: até
quando Senhor não fará justiça? Essas orações são entregues a
Deus pai e depois com fogo retirado do altar é jogado para a terra.
Ocorre a mesma manifestação que vemos no 7 Trombeta e na 7 taça, houve
trovoes, vozes e relâmpagos (Apoc. 11:19 e 16:18).
Essa seção se inicia com o fato mais sobrenatural na bíblia, João
entra na presença do Conselho Divino, o trono da
gloria. O proposito de Deus é preparar João, e o leitor do livro, para
os julgamentos que serão derramados sobre a terra. Ela apresenta a visão
de quem está no controle e quem origina esses fatos, o próprio
Cristo.
Deus revelou toda a cena da corte celestial nos capítulos 4-5 como
ocorrendo num palácio celestial. A cena como de um tribunal
retrata um conselho divino em sessão. Nesta reunião, Deus
decide quem seria digno de assumir a autoridade da terra. Autoridade essa para julgar e recompensar os seus
moradores O Cordeiro é digno de receber uma herança da aliança,
simbolizada pelo rolo de sete selos, por meio de um processo de
julgamento investigativo.
Espiritualmente podemos entender que Deus Pai está entregando o
testamento da terra a Seu filho que está recebendo toda autoridade e
domínio sobre ela. Vemos o detalhe dos 7 chifres em Apoc. 5:6 que
representa a plenitude da autoridade.
O propósito pastoral é assegurar aos cristãos sofredores, que
Deus e Jesus são soberanos e que os acontecimentos que os cristãos
enfrentam fazem parte de um plano soberano que culminará na sua redenção
e na vindicação da sua fé através do castigo dos seus
perseguidores.
Nenhuma parte das Escrituras é mais calculada para evocar
adoração do que estes dois capítulos da profecia de João.
Podemos fazer uma conexão de mesmo proposito com Daniel 7:9-14, onde
antes de Deus revelar a visão dos últimos 3,5 anos dessa era, Ele
introduz Daniel a visão do trono da gloria e pela primeira vez na bíblia
temos visão do Filho do Homem recebendo toda a autoridade. Mais uma vez
a intenção de Deus era mostrar que Ele está no controle de todos os
acontecimentos.
Trono de Deus:
Não é possível precisar o intervalo (“depois destas coisas”) entre a
primeira seção do livro (a visão do Cristo glorificado e as sete cartas
às igrejas da Ásia Menor) e esta seção que se abre com a visão da glória
de Deus, mas fica claro que o capítulo 4 inaugura um novo momento na
narrativa apocalíptica, que terá́ relação com todos os demais
acontecimentos que se seguem. Porém cremos que esse momento referência o
início da fase final dessa era, como descrito em Daniel 7:9-14.
A visão dispensacionalista interpreta esse momento com o
arrebatamento da igreja, olhando o livro de Apocalipse com uma escala de
tempo. Porém teríamos que fazer uma inflexão interpretativa muito forte
do texto para chegar essa conclusão e uma completa omissão de detalhes
por João para um evento tão importante.
Importante entender que essa não apenas uma visão aleatória da sala
do trono, mas se voltarmos ao versículo 10 do primeiro capítulo, João
está tendo as manifestações do Dia do Senhor. Assim, a Sala do Trono ou
o Conselho do Senhor está reunido para determinar o julgamento dessa era
e suas manifestações que antecedem o estabelecimento do Reinado de Jesus
Cristo.
api3
A porta: Joao entra por uma porta no céu.
Importante simbolismos porque essa porta de entrada é Jesus. Joao
entendeu claramente isso pois escreveu Apoc 3:8 e Joao 10:7 onde Jesus é
a porta de entrada ao trono da graça.
Conselho do Senhor: ao longo de todo bíblia
vamos ter uma revelação gradativa desse conselho do Senhor.
Jó 1:6 ocorre uma reunião diante do trono.
1 Reis 22:19 Profeta Micaías vê uma reunião do Senhor no seu trono e
todo um exército espiritual.
Zacarias 3:1 Ele vê uma sessão como um tribunal diante do trono do
Senhor
Isaias 6 Vê Deus assentado no trono e serafins. Quem irá por
nós?
Ezequiel 1 Vê seres viventes e um homem assentado no trono.
Salmo 82:1 Deus lidera toda a congregação divina
Jeremias 23:18 quem esteve no Conselho do Senhor. (Jó 15:8)
Salmos 89:7 Deus infunde temor no meio do Conselho do Senhor
1 Crônicas 24 o Tabernáculo de Davi e seus 24 turnos. De onde Davi
tirou isso? Salmo 110, 15, 61:4, 65:4?
Colossenses 1:6 descreve uma hierarquia espiritual
Assentado no trono: Com certeza é a visão de
Deus Pai, João não consegue fazer uma descrição clara devido ao
esplendor da glória, visão semelhante de Daniel 7:9 com o Ancião de
Dias. O seu aspecto era como pedra de Jaspe e Sardônio. Apoc 21:11 as
cores do vermelho fogo e brilho simbolizam a santidade e pureza do
Senhor. Elas também representavam a primeira e última pedra da estola
sacerdotal Ex 28:17
Os 24 Anciãos com suas coroas: Aperar de algumas
teorias explicarem a humanidade desses anciãos, conciliando os 12 filhos
de Israel e os 12 apóstolos (lei e graça), preferimos entender como
seres espirituais que fazem parte do Conselho do Senhor desde a
antiguidade. Coroa traz sempre a representação de autoridade.
Interessante que muitas das recompensas as 7 igrejas são características
dessa posição. A canção que eles entoam em Apoc 5:9-10 ajudam a
fortalecer o conceito que são seres espirituais.
Relâmpago, Vozes e Trovões: Salmos e outros
livros como Jó e Ezequiel retratam a voz do Senhor como trovejando pelo
seu ruido, mas a reunião de Relâmpago, Vozes e Trovões iremos ver ao
longo de Apocalipse quando o trono se abre para uma manifestação na
terra. Podemos ver algo semelhante no antigo testamento em Ex 19:16
quando o Senhor sai do seu templo e desce sobre o Monte Sinai.
Apoc 8:5 … relâmpago, vozes e trovões. 7 Selo
Apoc 11:19 …relâmpago, vozes e trovões. 7
Trombeta
Apoc 18:18 …relâmpago, vozes e trovões. 7 Taça
Mar de vidro: temos essa manifestação em Ex
24:19 quando Moises e os 70 anciões se encontram com Deus. Mesma visão
esta em Ez 1:22 e 1 Reis 7:23. Traz essa perspectiva da separação da
pureza e santidade de Deus com a criação caída.
Os Setes Espíritos: Temos que ter o cuidado de
não cair em uma heresia determinando a divisão do Espírito Santo, mas o
7 é o número da completude na bíblia: os 7 trovoes, os 7 olhos etc.
Esse é o momento que podemos determinar conforme Isaias 11 e 61 que se
prepara o momento do julgamento, dia da vingança do Senhor.
Quatro Seres Viventes: Seres angelicais criados
por Deus. São seres viventes que manifestam os atributos de
Deus, estão no meio e em torno do trono, bem próximos a Deus.
Diz João que os seres eram cheios de olhos na frente e atrás, o que
remete à vigilância incessante. Nada dos negócios divinos lhes escapa. A
descrição dada por Joao mostra que eles têm uma certa autoridade em
liderar a adoração, são sentinelas diante do trono e participam do
Conselho para o derramamento do juízo. O Antigo Testamento traz a visão
dessas criaturas em Ezequiel 1 e 10 e possivelmente o serafim da visão
de Isaias 6.
De alguma foram elas representam toda a criação de Deus
e trazem simbolismo importantes espirituais:
A tradição judaica interpreta a figura do leão para
a tribo de Judá, o boi para a tribo de Efraim, o homem para a tribo de
Ruben e a águia para a tribo de Dã, que possivelmente eram seus
estandartes. Estes representavam os cabeças das tribos na distribuição
do acampamento no Tabernáculo. Números 2:2 – Leão:
Evangelho de Mateus (Rei) ou realeza. – Novilho:
Evangelho de Marcos (Servo) ou humildade, carregou nossas dores e
culpas. – Homem: Evangelho de Lucas (Homem perfeito) ou
o homem relacional. – Águia: Evangelho de João
(Divindade) ou
Obs.: Santo Irineu foi um dos primeiros a associar com os
evangelhos
Porém, precisamos ter cuidado na revelação de Apocalipse, para não
nos distrairmos da centralidade de Cristo e a
autoridade de Deus Pai. Por isso, o mais importante do que ressaltar os
detalhes da criatura é ver o criador. O que os dois primeiros cânticos
mostram:
1)Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, todo poderoso,
Aquele que era, Que é e Que há de vir.
2)Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória,
a honra e o poder, porque criaste todas as coisas e por tua vontade elas
vieram a existir e foram criadas.
Atributos sobre Deus descritos nesses hinos: Santo, Justo,
Misericordioso, Bondoso, Perfeito, Onipotente e Soberano. Existe
14 doxologias e 20 hinos em todo livro de Apocalipse.
Por fim, o versículo 10 tem uma importante verdade espiritual, os anciões rendiam suas coroas ao próprio Senhor. O
padrão do mundo temos a questão de nossas conquistas que glorificam a
nós mesmos. Ganhamos troféus, medalhas e prêmios de reconhecimento que
exaltam a grandeza da obra do homem. Porém, aqui nos 24 anciãos temos o
entendimento daquilo que eles têm ou receberam, a autoridade, sendo
depositados/devolvidos ao próprio criador de todas as coisas. Então,
nossas coroas (1 Cor 3:10, 2 Cor 5:10 e Apoc 2:10) são conquistas não
para nossa glória, mas para adoração ao Cristo.
A Autoridade do
Cordeiro:
Precisamos entender o momento dessa visão, voltando
João estava em espírito no Dia do Senhor, aqui foi estabelecido o
Conselho do Senhor para dar início ao julgamento da terra. Nas mãos de Deus Pai estava a “escritura” da terra, o testamento
que será entregue a único digno de receber, Jesus.
O contexto de todo capítulo 5 está na centralidade de 3
pontos: a autoridade de Deus Pai, o testamento da
terra ou rolo com os selos e o único que tem
autoridade, porque conquistou, para receber esse rolo e iniciar
o processo final de julgamento para essa era.
Nada em toda a criação foi achado digno para abrir os selos,
julgamento ou cumprimento da profecia, nem homem, nem anjos, apenas o
próprio Cristo porque conquistou esse direito sendo o Cordeiro de Deus
que trouxe redenção a criação. A menção de um dos anciãos, Ele é Leão da
tribo de Judá, a raiz de Davi expressa que Jesus é o cumprimento da
profecia bíblica. Desde o início Ele era o prometido de Genesis
3:15. É o cumprimento da visão de Daniel 7:13 onde é dado ao
Filho do Homem a autoridade para julgar.
O Rolo: Esse rolo possivelmente refere-se também
da visão de Ezequiel 2:9, um livro escrito por dentro e por fora, com lamentações, gemidos e ais. Ninguém no céu, na terra ou
debaixo da terra tinha autoridade para abrir ou conhecer seu conteúdo.
Jesus diz Mt 24:36 os anjos não sabem, apenas o Pai. Isso o Pai reservou
em sua soberania e passa ao Filho a autoridade para iniciar o julgamento
e revelar os detalhes do plano do fim dessa era. Fil 2:10
Quem tem autoridade: O ancião descreveu Jesus
como o Leão da tribo de Judá e a raiz de
Davi. O Leão de Judá (Gn 49:9) e a Raiz (descendência) de Davi
(Is 11:1, 10; Jr 23:5; 33:15; Mt 22:42-43; Rm 15: 12) são ambos títulos
do Messias divino que cumpriria as promessas de salvação e governo do
Antigo Testamento. Este é o único lugar no Novo Testamento onde esses
títulos ocorrem juntos. Mas ele também descrito como Cordeiro, assim descrito em Gen 22:8 e Isa 53:7. Cristo
venceu satanás, o pecado e a morte. Essas referências de Jesus mostram a importância da profecia bíblica do Antigo
Testamento.
Os 7 Chifres, Olhos e Espírito: Chifres sempre
representou autoridade na bíblia, e aqui com o número ela representa
toda autoridade, com toda visão e discernimento bem como e toda
manifestação do poder do Espírito. O Rei, o Sacerdote e o
Profeta.
Harpas e Taças: O próprio texto descreve que as
tacas estão cheias de incenso com as orações dos santos (Sal 141:2). No
antigo testamento (Num 16:6) essa era uma atribuição exclusiva do
sacerdote, mas cada cristão se tornou um sacerdote 1 Pe 2:9 e Apoc 1:6.
Esse é o único lugar na bíblia que criatura espirituais estão tocando um
instrumento musical. Heb 10:19
O momento mais fulminante desse capítulo quando o Cordeiro recebe o
livro das mãos de Deus Pai e assume toda a autoridade dos eventos a
serem manifestados na terra durante o período do julgamento.
Mais 3 hinos temos nesse capítulo:
3)Digno és de pegar o livro e de quebrar os selos, porque
foste morto e com teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda
a tribo, língua e nação, e para o nosso Deus os constituíste reino e
sacerdotes e eles reinarão sobre a terra.
4)Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder a
riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória e o
louvor.
*5)Aquele que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o
louvor, a honra, a glória e o domínio para todo o sempre. Toda a terra
canta)
Os hinos descritos seguiram uma procissão
cerimonial, os dois primeiros exaltam Deus Pai todo poderoso e
Criador de todas as coisas. Seguimos por um hino de reconhecimento da
dignidade do Cordeiro de receber a autoridade e seus atos de justiça. O
seguinte é proclamado após o Cordeiro receber toda a autoridade
exaltando a Ele como um Rei e por fim toda a criação exaltando a Deus
Pai e a Jesus.
Quadro com texto: |Igreja |Cristo
|Admiração |Repreensão
|Exortação |Advertência
|Promessa | |—|—|—|—|—|—|—| |Éfeso Ativa, mas esfriando |Tem as 7 estrelas e anda no meio dos 7
candelabros |Conheço suas obras, seu esforço, sua perseverança. Sei que
ao tolera os maus e testa os que se declaram apóstolos e não esmorece
nas provas |Você abandonou seu primeiro amor |Lembre-se do lugar que
você caiu e volte a prática das primeiras obras |Se você não se
arrepender tirarei o seu candelabro |Ao vencedor darei o direito de se
alimentar da arvore da vida no paraíso de Deus |
|EsmirnaSofredora, mas perseverante |É o
primeiro e o último. O que esteve morto e ressuscitou |Conheço a sua
tribulação, sua pobreza, mas tu és rica, a blasfêmia contra você
|Nenhuma |Não tenha medo do sofrimento |O diabo lançará alguns na
prisão, para vos por a prova e serão tribulados por 10 dias |Se fiel até
a morte e eu lhe darei a coroa da vida. O vencedor não sofrera a segunda
morte. | |PérgamoResistente, mas imoral Casada com o mundo. |É aquele que tem a espada afiada de dois
gumes |Você conserva o meu nome e não negou a fé | Seguidores da
doutrina de Balaão e dos Nicolaítas |Arrependa-se |Se não se
arrependerem eu lutarei contra eles com a espada da minha boca |Darei o
maná escondido e uma pedrinha branca com um novo nome |
|TiatiraComprometida, mas tolerante |O Filho
de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés como o bronze
polido |conheço suas obras, seu amor, sua fé, o seu serviço, a sua
perseverança e as suas últimas obras são maiores que as primeiras
|Toleram as falsas profecias de Jezabel, comem comida sacrificadas a
ídolos e imoralidade sexual |Dou tempo para se arrepender, trarei grande
tribulação e morte aqueles que não se arrependerem |Aqueles que evitarem
os segredos de satanás, não porei outra carga, perseverem até que eu
venha |Darei autoridade sobre as nações, com cetro de ferro as governara
| |SardesFama do passado, mas morta |Tem os
sete espíritos de Deus e as sete estrelas |Conheço as suas obras, são
mortas |Tem reputação de estar viva, mas está morta |Arrependa-se,
lembre-se do que você recebeu e guarde-o |Se você não vigiar, virei como
um ladrão contra você. |Será vestido de branco e não apagarei seu nome
do livro da vida. Confessarei seu nome diante do Pai e dos anjos |
|FiladélfiaPerseguida, mas missionária |O
Santo, o Verdadeiro. Que tem a chave de Davi, que abre e ninguém fecha.
Que fecha e ninguém abre. |conheço as obras que realiza. Te dou uma
porta aberta que ninguém fechará. Tens pouca forca, mas obedeceu e
guardou meu nome |Nenhuma |Guarde o que você tem para que ninguém tome
sua coroa |Nenhuma |Guardarei da hora da provação e será uma coluna no
santuário do meu Deus | |LaodicéiaExuberante e
rica, mas morna e complacente |Sou o amem, a testemunha fiel, o
princípio da criação. |conheço as obras que realiza, são mornas
(contexto inúteis) |Por ser morna, eu vou vomitá-la da minha boca. Você
diz que rica e não precisa de nada, mas você é infeliz, miserável,
pobre, cega e nu. |Compre ouro refinado pelo fogo, compre vestes brancas
e colírio para se ungir |Eu repreendo e disciplino quem amo, seja zeloso
e se arrependa |Darei o direito de sentar-se como no trono |
Na abertura do livro, João se preocupa em enfatizar os dois pontos
mais importantes das visões que ele recebeu:
O foco prioritário desses escritos são para revelar Jesus Cristo.
Temos que ter o cuidado de não distrairmos o nosso foco olhando os
detalhes da grande tribulação quando o desejo do Pai é mostrar que toda
gloria e autoridade estão sobre o Filho. a. Enquanto os Evangelhos comunicam a humildade de Jesus, o Servo
sofredor de Isaias 53, aqui temos a revelação do Cristo glorioso,
Vencedor e Juiz.
Um chamado a todos em meditar nessa mensagem (ler) e compartilhar
a outros (ouvem). Único livro na bíblia que existe uma bem-aventurança
prometida para quem nele ler, ouvir e pôr em prática. Isso refuta a
teoria que esse livro é de difícil interpretação ou restrito a
poucos.
Um contraponto ao livro de Daniel, que o anjo diz do selamento
daquela profecia, pois eram para dias bem distantes (Dan 12:9), aqui o
livro de Apocalipse é um convite para todos, pois o tempo está próximo.
Existe uma conexão muito grande com os dois livros pois mostra em
detalhes a soberania de Deus diante da história humana. Entretanto, isso
não é revelado como para satisfazer uma curiosidade sobre as coisas do
fim, mas para inspirar pessoas a um estilo de vida que possam de viver
de acordo a essa realidade.
Joao envia essa carta as 7 igrejas da Asia. Assim como algumas
cartas de Paulo, ela circulava pelas igrejas. Porém, importante entender
que elas são apenas sombras para o futuro. (Vers 4)
Os 7 espíritos de Deus têm diversas interpretações, mas talvez a
melhor seja relacionada a Isaias 11, a completude do Espírito de Deus.
(Vers 4)
O retorno de Jesus será um evento visível a TODOS,
cristãos, judeus e ímpios. Todo olho verá o seu retorno. Em Mateus 24:24
o mestre nos alerta de um falso messias vindo para um grupo restrito.
Dan 7:13, Zc 12:10, Mt 24:30, Sl 104:3, Isa 19:1 (Vers 7)
A mensagem reforça algo presente na igreja primitiva, perseguição e
sofrimento, como um encorajamento aos receptores dessa mensagem, seja
daqueles dias ou do futuro, em nossos dias. Jesus em Mateus 24 também
preparou a igreja para essa realidade. (Vers 9)
Joao enfatiza que teve as visões no Dia do Senhor. Apesar de
comumente interpretado isso como o dia do domingo, esse dia de culto se
tornou comum depois da era apostólica. Creio ser mais correta que o
Espírito Santo o levou em visão para uma data futura, o Dia do Senhor,
vários profetas falam desse dia.
A visão que teve de Jesus glorificado: (Vers 12 a 18)
Filho do Homem (Dan 7:15)
Vestes talares (Dan 10:5, Ex 28:4)
Cinto de ouro (Ex 28:4 e Lev 16:4)
Olhos como chama de fogo (Dan 10:6)
Cabelos brancos como a neve (Dan 7:9)
Pés como o bronze polido (Dan 10:6, Ez 43:2)
Voz como de muitas águas (Ez 1:24, Ez 43:2, Sl 93:4))
Sua mão tinha 7 estrelas (Jó 38:31)
Boca espada de dois gumes (Is 11:4)
Essa é uma das primeiras visões ao longo de Apocalipse que mostram
Jesus assumindo os 3 ofícios: Sacerdote, Rei e Profeta.
Essa primeira visão serviu para encorajar
espiritualmente Joao do que ele ainda irá receber em suas visões e mostrar a autoridade de Jesus sobre todas as coisas. Ao
longo das visões vamos entender o poder dado por Deus Pai em Daniel 7:14
para Jesus julgar:
A Igreja
Babilonismo
As autoridades da terra
Satanás
Anticristo e seu profeta
Todos os homens, ricos ou pobres
Toda autoridade dos céus e da terra
Jesus dá entendimento da simbologia das 7 estrela e candelabros
sendo algumas das 7 igrejas da Asia, e seus representantes humanos.
Alguns entendem literalmente a expressão anjo como o guardião
espiritual.
“bem-aventurado aquele que lê, e bem-aventurados aqueles que ouvem as
palavras da profecia e guardam as coisas nelas escritas. O tempo está próximo.”
Autor: O apóstolo João
Data: Entre 90 e 96 d.C. A maioria dos estudiosos
entendem que foi escrito em torno da morte de Domiciano em 96 d.C.
Defensores da escola Preteristas apontam o ano 66 d.C.
api2
Propósito: Para mostrar as coisas que devem
acontecer muito em breve, Apocalipse 1:19, sobre a revelação de Jesus
Cristo. Nenhum livro da bíblia exaltará Jesus Cristo de tantas formas
como nesse livro.
Estrutura Literária: o livro de Apocalipse é uma
combinação de três tipos literários. Importante mencionar que Joao
referência com frequência o livro de Êxodo, Deuteronômio, Jeremias e
Zacarias. São mais de 250 alusões a profecias do Antigo
Testamento. Epistola: cartas
endereçadas para as necessidades especificas da igreja. Profética: proclamação
da palavra de Deus de maneira direta ao Seu povo em face de uma intensa
perseguição de fora e um chamado a perseverar. Apocalíptica: uma
mensagem expressa de modo apocalíptico envolve o uso de linguagem
enigmática e ricamente simbólica, retratando a dramática vindicação e o
triunfo de Deus e do Seu povo no fim dos tempos.
Entretanto, o livro deve ser entendido com uma revelação, conforme se intitula no primeiro versículo.
Entender isso demonstra que Jesus quer revelar algo aos
seus leitores e não manter algo obscuro ou difícil de ser
interpretado.
Ao ler o livro é importante perceber a forma que ela procura expor os
diferentes atributosde Jesus Cristo e
alguém que está sendo coroado de toda a autoridade
sobre a terra.
Estrutura de
Apocalipse:
Capítulo 1 – O chamado ao profeta Joao para profetizar
Capítulos 2 a 3 – As cartas as sete igrejas: Cristo no meio dos sete
castiçais.
Capítulos 4 a 5 – Visão da Sala do Trono celestial
Capítulos 6 a 18 – A revelação dos acontecimentos do futuro da
terra.
Capítulo 6 – Os primeiros 6 selos do julgamento
Capítulo 7 – Revelação Espiritual da salvação durante a grande
tribulação
I. 144 mil Israelitas selados
II. Salvação de uma grande multidão
Capítulos 8 e 9 – As primeiras 6 trombetas do julgamento
Capítulos 10 e 11 – Revelação Espiritual preparando-nos para os
últimos julgamentos
I. Visão do anjo e o chamado a pregar o evangelho
II. Visão do templo e as duas testemunhas
Capítulo 11 – A 7 trombeta
Capítulos 12 e 13 – Revelação do confronto e perseguição de Satanás,
Anticristo e Falso Profeta durante a grande tribulação.
Capítulos 14 e 15 – Revelação suplementar para os últimos
julgamentos da grande tribulação
Capítulos 16 – Os 7 flagelos ou taças do julgamento.
Capítulos 17 e 18 – O grande julgamento da Babilônia.
Capítulo 19 – A segunda vinda de Jesus Cristo
Capítulo 20 – O Reino Milenar
Capítulo 21 e 22 – A Jerusalém Celestial eterna e o fim do
livro.
Contexto da
Mensagem:
O livro originalmente escrito em grego poderia talvez ser mais bem
traduzido ao português como Revelação, pois trata prioritariamente da
revelação de Jesus Cristo. Este é o tema prioritário de todo o livro
mostrando Jesus como cordeiro, rei e juiz.
Revelação de quem é Jesus: Ele é totalmente
homem e totalmente Deus. Do passado sendo o descendente de Davi, leão da
tribo de Judá e prometido Messias. Também o cordeiro de Deus, o
primogênito quem venceu a morte e Senhor e cabeça da igreja. Finalmente,
Jesus será o juiz de toda a humanidade e Rei dos reis sobre toda a
terra.
Revelação do poder de Jesus: O poder e
autoridade de Cristo para destruir satanás e o pecado. O poder de
purificar sua noiva e cumprir as promessas feitas a Israel. Controle
total sobre toda a criação e o universo. Domínio sobre poderes dos céus
e da terra. Autoridade para julgar vivos e mortos e derramar a Ira do
Senhor sobre Seus inimigos.
Revelação do plano de Jesus: O seu último
proposito é habitar com o homem e ter íntimo relacionamento com seu
povo. Vemos isso com clareza durante o período milenar e a eternidade na
nova terra.
Apocalipse tem mais canções em suas páginas do que qualquer livro do
NT. Dezenas ocasiões os anjos e santos irromperam em adoração, fazendo
do livro um modelo de adoração.
Apocalipse e Antigo
Testamento:
Observe também a ligação entre Gênesis e Apocalipse, o primeiro e o último livro da Bíblia.
Gênesis apresenta o começo e Apocalipse apresenta o fim. Observe os
contrastes entre os dois livros:
Em Gênesis a terra foi criada; no Apocalipse a terra é recriada.
Em Genesis o homem é removido do jardim do Eden, em Apocalipse o jardim do Eden desce para Deus habitar no
meio dos homens.
Em Gênesis ocorreu a primeira rebelião de Satanás;
em Apocalipse está a última rebelião de Satanás.
Em Gênesis, o sol, a lua e as estrelas serviam para
o governo da Terra; no Apocalipse, esses mesmos corpos
celestes são para o julgamento da Terra.
Em Gênesis, o sol deveria governar o dia; no Apocalipse não há necessidade do sol.
Em Gênesis a escuridão era chamada de noite; no Apocalipse “não há noite ali”
Em Gênesis as águas foram chamadas de mares; no Apocalipse não há mais mar.
Em Gênesis foi a entrada do pecado; no Apocalipse é o êxodo do pecado.
Em Gênesis a maldição foi pronunciada; no Apocalipse a maldição é removida.
Em Gênesis a morte entrou; no Apocalipse não há mais morte.
Em Gênesis foi o início do pranto e sofrimento; no Apocalipse não haverá mais dor nem lágrimas.
Em Gênesis ocorreu o casamento do primeiro Adão; no Apocalipse está o casamento do Último Adão, Jesus com
sua noiva.
Em Gênesis vimos a cidade do homem, Babilônia,
sendo construída; em Apocalipse vemos a cidade do
homem, Babilônia, destruída e a cidade de Deus, a Nova Jerusalém,
apresentada.
Em Gênesis a condenação de Satanás foi pronunciada;
em Apocalipse a condenação de Satanás é executada.
As profecias de Isaias do capítulo 24 a 27 são
chamados “o pequeno Apocalipse” pois retratam uma visão
desse período do fim.
Naquele dia o Senhor castigará nas alturas, os exércitos celestiais e
na terra castigará os reis da terra. Serão ajuntados com presos em
masmorra e encerrados num cárcere e depois de muitos dias serão
castigados. Isa 24:21-27
Podemos fazer também um importante paralelo do Livro de
Apocalipse com as profecias de Ezequiel.
Principalmente a visão do trono de Ezequiel traz uma realidade futura
para sua época, quando ele vê um homem assentado sobre o trono.
A visão do trono (Ap 4/Ezequiel 1)
O Livro (Ap 5/Ez 2-3)
As Quatro Pragas (Ap 6:1-8/Ez 5)
Os Mortos sob o Altar (Ap 6:9-11/Ez 6)
A Ira de Deus (Ap 6:12-17/Ez 7)
O Selo nos judeus (Ap 7/Ez 9)
As Carvões do Altar (Ap 8/Ezequiel 10)
Chega de demora (Ap 10:1-7/Ezequiel 12)
Comer o Livro (Ap 10:8-11/Ezequiel 2)
A Medição do Templo (Ap 11:1-2/Ezequiel 40-43)
Jerusalém e Sodoma (Ap 11:8/Ez 16)
O Cálice da Ira (Ap. 14/Ezequiel 23)
A Videira da Terra (Ap 14:18-20/Ezequiel 15)
A Grande Prostituta (Ap 17-18/Ez 16, 23)
O Lamento sobre a Cidade (Ap 18/Ez 27)
A Festa das Bodas (Ap. 19/Ezequiel 39)
A Primeira Ressurreição (Ap 20:4-6/Ezequiel 37)
A Batalha com Gogue e Magogue (Ap 20:7-9/Ezequiel 38-39)
**Possivelmente não são o mesmo evento.*
A Nova Jerusalém (Ap 21/Ezequiel 40-48)
O Rio da Vida (Ap 22/Ezequiel 47)
O Livro de Daniel também traz profundas conexões com
o livro de Apocalipse. A primeira palavra de Apocalipse
é “revelação”, como um segredo sendo revelado, no livro
de Daniel revelação é uma das palavras chaves citado em
Daniel 8 vezes.
A ordem dos últimos 7 anos
A autoridade do Filho do Homem e Apocalipse 5
Os 10 chifres
Os Impérios gentios opressores de Israel
O anticristo
Tempo de angústia
Daniel 3 e Apocalipse 13 (Estátua)
Perseguição dos Santos
Reino Eterno do Senhor
Eis que vem com as nuvens
Se Genesis é o começo de tudo e Apocalipse o fim dessa era, Daniel e
Ezequiel são o meio da história.
As
principais Escolas de Interpretação de Apocalipse:
api-int
Método Interpretativo
Tese Básica
Defensores
Opinião
Preterismo(Adeptos principalmente Pós-Milenistas e
Amilenistas)
Todos os eventos de Apocalipse foram cumpridos nos dias de Nero e/ou
Domiciano. A profecia é concernente a eventos do primeiro século.
Essa perspectiva foi primeiramente aceita por Eusebio em 340 d.C. e
aceita até hoje principalmente na Igreja Católica e
cresce nos seminários protestantes liberais.
A mensagem do livro se refere prioritariamente aos cristãos dos
primeiros séculos.
Historicismo
O livro é um panorama histórico da igreja desde seu início da era
apostólica até a consumação de todas as coisas.
Esse entendimento foi construído pela reforma com Lutero e Calvino
(com exceção dos Anabatistas). Depois Jonathan Edwards
consolidou esse entendimento associando ao Pós-Milenismo.
As múltiplas interpretações das dos fatos históricos da igreja
tornaram esse entendimento subjetivo e cada vez mais tem diminuído seus
adeptos.
Idealismo ou Alegórica (Adeptos principalmente do
Amilenismo e alguns Pós-Milenistas)
O livro de Apocalipse não é visto como uma
representação de eventos reais, seja do passado ou
futuro, mas deve ser visto como um conjunto de símbolos
e metáforas sobre a grande luta entre o bem e o
mal.
Esse conceito foi desenvolvido na escola de Alexandria, por Orígenes, e depois adotada por Agostinho. Atualmente é amplamente aceita entre as
escolas bíblicas mais conservadores.
O casamento da filosofia grega com a teologia
crista criou uma perfeita união alegorizando muitas das profecias e
criando um conceito onde tudo na terra é ruim e o perfeito é algo
espiritual distante.
Futurismo (Adeptos Pré-Milenistas e
dispensacionalistas)
Com exceção dos primeiros capítulos, os eventos descritos por João
se referem a um futuro ainda para se cumprir e constitui uma das
maravilhosas profecias de Deus sobre a consumação dessa era.
Essa visão é amplamente aceita pela grande maioria dos evangélicos.
Durante a reforma os Anabatistas defendiam essa posição. A grande
maioria dos pais da igreja tinham esse entendimento.
A perspectiva futurista é harmoniosa com a mensagem
de toda Bíblia. Na verdade, muito do texto de Apocalipse vem de
profecias do Antigo testamento.
O livro de Apocalipse era um dos principais lidos pela igreja
primitiva, talvez pela grande perseguição que sofria do império romano,
mas ao longo do tempo sofreu forte ataque para ser colocado em segundo
plano como sendo uma história do passado ou a criação de um alegorismo
indecifrável. Porém, bem-aventurado aquele que lê, o tempo está
próximo.