Daniel Capítulos 10, 11 e 12

Capítulo 10:

10:1 terceiro ano. C. 536 a.C. Dois anos se passaram
desde o primeiro decreto para permitir o retorno de Israel (Esdras
1:1–2:1; 2:64–3:1). 

10:2 não comi nada saboroso por 3 semanas. Esse é o
famoso jejum de Daniel que se absteve de carnes, vinho e outras coisas
prazerosas. Bem como do seu conforto regular.

10:6 Seu corpo… como berilo. O mensageiro que Daniel
vê em uma visão (vv. 1, 7) era diferente do anjo Miguel, de quem ele
precisava de ajuda (v. 13). A descrição de tal glória levou alguns a
vê-lo como Cristo em uma aparência pré-encarnada (cf. Josué 5:13–15;
6:2; Juízes 6:11–23). Ele é descrito quase de forma idêntica a Cristo
(Ap 1:13, 14) e a reação de Daniel é semelhante à de João (Ap 1:17).

10:10 uma mão me tocou. Provavelmente foi Gabriel,
que interpretou outras revelações para Daniel (8:16) e falou de forma
semelhante sobre Daniel ser amado em 9:20-23.

10:12 suas palavras foram ouvidas. Este foi um
grande encorajamento de Deus que estava atento à oração e agiu para
respondê-la (9:20–27).

10:13 príncipe de… Pérsia. O atraso de três semanas
foi devido a um principado se opondo a Gabriel na guerra celestial
(Apoc. 16:12–14). Isso nos diz que Satanás se envolve em uma guerra
celestial para influenciar gerações e nações contra Deus e Seu povo
(Efésios 6:10). Miguel muitas vezes na bíblia está relacionado como como
o emissário de Deus em prol de Israel (Dan 10:21; 12:1; Judas 9; Apoc.
12:7). Miguel interveio para assegurar que os judeus estariam livres
para retornar à sua terra.

10:14 muitos dias ainda por vir. Isso se refere ao
futuro plano de Deus para Seu povo, estendendo-se desde o tempo de
Daniel até o do Anticristo.

10:19 Fui fortalecido. Esta foi a terceira vez (vv.
10, 16), mostrando o trauma avassalador da presença e revelação
divinas.

10:20 príncipe da Grécia. Outro principado maligno
tentando ganhar influência territorial.

10:21 Escritura da Verdade. O plano de Deus de
desígnios certos e verdadeiros para homens e nações, que Ele pode
revelar de acordo com Seu critério (11:2; Is. 46:9–11). exceto Miguel. O
anjo com Michael pretendia lidar com os demônios da Pérsia e da Grécia.
Isso realmente forma a base celestial para o desenrolar da história da
terra em 11:2-35.

Capítulo 11:

11:1 Esse Dario, foi Rei dos Medos, que teve
corregência com Ciro durante um curto período. Em sua morte, Ciro se
tornou o único imperador da Media-Pérsia.

11:2 O anjo revela que 3 reis ainda se levantariam
na Pérsia, que são Ciro, Cambises e Dario I. O quarto rei realmente foi
mais forte que seus antecessores, Xerxes, foi ele quem atacou a Grécia
com um gigantesco exército em 480 a.C.

11:3 Descreve o surgimento e domínio de Alexandre o
Grande (Grécia-Macedônia)

11:4 Como retratado na visão do capítulo 7 e 8,
Alexandre morre no auge do seu poder e não deixa herdeiros. Seu império
é dividido por seus generais que lutam por domínio por mais de 20 anos
prevalecendo no fim 4 principais. Porém nessa visão o anjo entrará em
grandes detalhes sobre o reino do Sul (Egito-Ptolomeu) e Norte
(Síria-Selêucidas).

11:5 O rei descrito neste versículo provou ser
Ptolomeu I Sóter (323-285 a.C.), um dos generais mais poderosos de
Alexandre, que se proclamou rei do Egito em 304 a.C. Ele era um monarca
ambicioso que procurou estender suas propriedades para o norte, para
Chipre, Ásia Menor e Grécia. Sua dinastia governou o Egito até 30
a.C.

O outro príncipe era Seleuco I Nicator (312-281 a.C.), outro dos
generais mais proeminentes de Alexandre. Ele obteve autoridade para
governar a Babilônia em 321 a.C. No entanto, em 316 a.C., outro general
de Alexandre, Antígono, atacou a Babilônia. Seleuco procurou a ajuda de
Ptolomeu I e, com o patrocínio e poder superior de Ptolomeu, conseguiu
manter o controle da Babilônia. Ele era, neste sentido, o príncipe de
Ptolomeu: submeteu-se a ele para obter o seu apoio militar contra
Antígono.

Seleuco I acabou governando toda a Babilônia, a Média e a Síria, um
território muito maior que o de Ptolomeu. Ele assumiu o título de “rei”
em 305 a.C., e foi “o rei do Norte” mencionado neste versículo. Sua
dinastia durou até 64 a.C.

11:6 no Sul, após a morte do rei, Ptolomeu II
Filadelfo reinou em seu lugar. Ele era amigável com os judeus e
patrocinou a tradução da Septuaginta da Bíblia Hebraica
para o grego.

No Norte, Seleuco I foi vítima de um assassino em 281 a.C., e seu
filho, Antíoco I Sóter (281-262 a.C.), começou a governar em seu lugar.
Antíoco I morreu em 262 a.C. e deixou seu filho, Antíoco II, no
poder.

Ptolomeu II do Egito e Antíoco II da Síria foram contemporâneos. Eles
também eram inimigos ferrenhos. No entanto, eles finalmente fizeram uma
aliança por volta de 250 a.C., que selaram com o casamento da filha de
Ptolomeu II, Berenice, com Antíoco II. Quando Ptolomeu II morreu, em 246
a.C., Antíoco II aceitou de volta sua primeira esposa, Laódice, de quem
Antíoco havia se divorciado para se casar com Berenice. Laódice é a
mulher que deu nome à cidade de Laodicéia, na Ásia Menor (Ap 3:14; et
al.).

Laódice mandou assassinar Berenice e seu filho pequeno de Antíoco.
Ela também envenenou Antíoco e governou brevemente em seu lugar. Seu
filho, Seleuco II governou a Síria a partir de 246 a.C. Berenice era a
mulher a que o anjo se referia neste versículo.

11:7 O irmão de Berenice, Ptolomeu III (246-222
a.C.), cujo outro nome, Euergetes, significa “Benfeitor”, sucedeu a seu
pai e decidiu vingar a morte de Berenice. Ele atacou Seleuco II em
Antioquia, na Síria, e matou Laódice. Ele também conquistou muitos
territórios adjacentes e permaneceu como a principal potência da região
Norte durante o resto de seu reinado.

11:8 Ptolomeu III voltou de Antioquia para o Egito
com muitos despojos, incluindo ídolos e vasos preciosos dos templos e
tesouros da Síria. Ele também assinou um tratado com Seleuco II, em 240
a.C., que resultou na paz entre as duas nações.

11:9 Seleuco II invadiu o Egito, mas não teve
sucesso.

11:10 O filho de Seleuco II, Seleuco III Cerauno (
226-223 a.C.), sucedeu a seu pai após sua morte em 227 a.C. No entanto,
o próprio Seleuco III morreu poucos anos depois, em 223 a.C., e seu
irmão, Antíoco III, “o Grande” (223-187 a.C.), tornou-se rei do Norte.
Ambos os filhos de Seleuco II procuraram restaurar a glória da Síria.
Seleuco III invadiu a Ásia Menor e mais tarde Antíoco III atacou o
Egito.

Embora Antíoco III não tenha derrotado o Egito, ele conseguiu obter o
controle de Israel durante sua campanha de 219-217 a.C. A fronteira
norte do Egito tinha, até então, sido a Síria, mas Antíoco III expulsou
os egípcios, então liderados por Ptolomeu IV, de volta às fronteiras
meridionais de Israel. Ele ganhou o epitáfio de “o Grande” por causa de
seus sucessos militares.

11:11 Na tentativa de recapturar seu território
perdido ao norte, Ptolomeu IV Filopator (222-203 a.C.) atacou Antíoco
III na fronteira sul de Israel, especificamente em Ráfia, em 217 a.C.
Inicialmente ele teve sucesso.

11:12 Ptolomeu IV ficou orgulhoso, mas não buscou
sua vantagem, embora tenha matado muitos sírios. Ele adquiriu toda a
Palestina, no entanto.

11:13 Antíoco III então passou a se voltar em outras
direções para conquistas, especificamente para o leste e para o norte.
Por volta de 203 a.C., Antíoco III retornou com um exército muito maior
e repeliu os egípcios, que estavam então sob o domínio do rei criança,
Ptolomeu V Epifânio (203-181 a.C.). Antíoco conseguiu retomar a
Palestina até Gaza, ao sul.

11:14 Os macedônios sob Filipe V da Macedônia e os
judeus que viviam em Israel juntaram-se a Antíoco III na oposição aos
egípcios. Evidentemente, alguns dos judeus politicamente zelosos
acreditavam que poderiam obter mais liberdade se Antíoco III tivesse
sucesso, mas isso não aconteceu.

11:15 A cidade fortificada que Antíoco III sitiou e
tomou foi Sidon, que ele derrotou por volta de 200 a.C. Lá ele forçou o
general egípcio Scopas, a quem havia derrotado recentemente em Paneas,
perto das cabeceiras do rio Jordão, a se render. Três outros comandantes
egípcios tentaram libertar Scopas de Sidon, mas falharam. O rei do
norte, neste caso, foi Seleuco IV Filopator (187-175 a.C.).

11:16 Antíoco III continuou a solidificar o controle
sírio sobre a Palestina sem oposição bem-sucedida dos egípcios. Quando
Antíoco III entrou em Jerusalém, a população o acolheu como libertador e
benfeitor.

11:17 Antíoco III, sob ameaça de Roma, iniciou então
a paz com o Egito e ofereceu a sua filha Cleópatra a Ptolomeu V em
casamento para consolidar a sua aliança. Ele esperava que Cleópatra
permanecesse pró-Síria e que a sua lealdade para com ele lhe desse o
controlo sobre o Egito.  Esta tentativa falhou. Cleópatra sempre ficou
do lado do marido contra o pai, embora Ptolomeu V fosse então apenas um
menino.

11:18 Antíoco III voltou então sua atenção para a
costa do Egeu e procurou conquistar a Ásia Menor e a Grécia. Ele
desprezava a autoridade romana na Grécia e dissera que os romanos não
tinham negócios lá. Antíoco não teve sucesso total porque um comandante
romano chamado Cláudio Cipião resistiu-lhe eficazmente. Ele é o
comandante que cumpriu a profecia deste versículo.

11:19 Antíoco III retornou a Antioquia, onde morreu
um ano depois, em 187 a.C. Ele tentou reunir o império de Alexandre, o
Grande, sob sua própria autoridade, mas falhou, em grande parte porque
subestimou o poder do crescente Império Romano. Não obstante, Antíoco
III, “o Grande”, foi um líder militar brilhante e bem-sucedido.

11:20 O filho mais velho de Antíoco, Seleuco IV,
sucedeu a seu pai. Ele tributou tanto seu povo, inclusive os judeus,
para pagar Roma, que seu cobrador de impostos judeu, Heliodoro o
envenenou. Aqui temos estudantes da profecia que olham isso no passado e
outros como um evento de transição ainda a se cumprir no futuro.

a)
Interpretação Preterista Daniel 11:21-35

Muitos acadêmicos interpretam essa seção da profecia se cumprindo no
passado, em Antioco Epifânio (Antioco IV). Ele era o filho mais jovem de
Antioco III e assumiu o reino após o herdeiro ser preso pelos romanos e
seu maior morto. Depois de uma tentativa fracassada de dominar o Egito,
sendo humilhado por um senador Romano, ele retorna com fúria a
Jerusalém.

Ele entra no templo, sacrifica um porco no Altar do Sacrifício para
causar ofensa aos judeus e coloca uma estatua de Zeus dentro do templo,
onde construí um altar para queimar incenso ao deus Grego. Isso
aconteceu no 168 a.C. e extensamente detalhado nos livros de I e II
Macabeus.

Os atos têm muitas similaridades com o que foi previsto pelo anjo,
porém vários aspectos não se cumprem deixando aberto para essa profecia
se cumprir ainda em um tempo futuro. Podemos entender que Antioco
Epifânio é uma sombra do futuro Anticristo.

b)
Interpretacao Futurista de Daniel 11:21-35

Nesse entendimento a profecia desses versículos tem um cumprimento
parcial no passado porém aponta ainda para a um futuro cumprir em sua
totalidade. Lembrando as palavras de Jesus que toda profecia irá se
cumprir em sua completude.

1)
Levante do Anticristo e Início do seu Ministério:

Os versículos 21 a 24 trazem uma descrição detalhada para ajudar a
identificar a figura do Anticristo que se levantará no final dos tempos
como principal instrumento de satanás.

Vejamos alguns detalhes relevantes:

I. Homem desprezível: outras traduções trazem a
palavra vil, alguém extremamente cruel. Também mencionado em Dan 7:21
como alguém que tem prazer em matar. Porém essa mesma palavra hebraica
foi usada em Isaias 53 dando a imagem que ninguém deu atenção ao
surgimento dele.

  1. Sem autoridade real: Na antiguidade a posição
    real era transmitida a filhos legítimos de outra forma seria um
    usurpador. Aqui ele traz um mesmo sentido que o AC não terá uma posição
    de autoridade reconhecida como um presidente, mas como em Daniel 2:31
    (pés de ferro e barro) traz o contexto de um forte apoio do povo ou seja
    assume o poder através de movimento popular.

  2. Virá de surpresa e tomará o reino com intrigas:
    Como em Daniel 7:8 ele surge como uma pequena autoridade depois dos 10
    líderes já estão estabelecidos. O contexto hebraico diz que virá
    pacificamente pelo escuro da noite e surpreenderá a todos.

  3. Exercitos serão arrasados por ele: Quando assume
    a posição de liderança iniciará conquistas militares destruindo muitas
    vidas. Vemos essa concordância com o 2 Selo em Apoc 6:3 e Dan 7:24b onde
    destruirá 3 chifres ou nações.

V. Ataque contra o príncipe da aliança: Alguns
estudiosos associam a um possível futuro sumo sacerdote do tempo, pois a
palavra aliança aqui é “berit” utilizada dezenas de vezes no livro de
Genesis com as alianças com Deus. Entretanto em Deuteronômio 7:2 ela
também é utilizada como proibição de Deus para alianças com outros
povos. Assim, uma possível interpretação seria o governante que esteve a
frente do acordo. Vemos esse mesmo termo “berit” se repetindo no verso
28, 30 e 32.

  1. Usará de engano e assumirá o poder com pouca
    gente:
     Apesar de ele validar o acordo, na verdade usa isso de
    engano, e inicia suas conquistas territoriais ou seja quando todos
    esperavam um tempo de paz, o AC planejava guerra. Na segunda guerra
    mundial temos um exemplo disso com o Acordo de Munique em 1938.

  2. Conquistará as regiões férteis e dividirá com seus
    aliados:
     Golfo Pérsico (Arabia Saudita, EAU, Barein, Qatar,
    Kuwait) representam as maiores riquezas da região e do mundo. Ricos em
    petróleo e gás. Coincidentemente, todos aos Sul de Israel. Enquanto Irã,
    Kurdistão, Turquia, Líbano, Síria, Palestina, Iraque, Afeganistão entre
    outros estão em serias dificuldades financeiras.

2) Lutas entre Rei do
Norte e do Sul

Versículos 25 a 29 detalham um processo de ataques do Rei do norte
aos Reis do Sul com grande destruição de vidas e grandes batalhas. Tudo
isso é apenas o estágio inicial para o estabelecimento do domínio do
Anticristo. Claramente isso acontecerá na primeira metade da semana,
porque ele ainda não entrou em Jerusalém que acontece exatamente no meio
da semana.

  1. Rei do Norte (Anticristo) ataca e destrói um reino ao Sul de
    Israel.

11:25-26: Despertará (AC) sua força e coragem
contra o Rei do Sul, á frente de grande exército. O Rei do
Sul
sairá a batalha com um grande e poderoso exército mas não
prevalecerá, porque farão planos contra ele. Os que
comeram as finas iguarias dele o destruirão, o exército
dele será arrasado, e muitos serão mortos.

  1. Um segundo ataque do Anticristo a um reino ao Sul de Israel.

11:28-30 No tempo determinado voltará a atacar o
Sul, mas desta vez não será como a primeira vez, porque virão contra ele
(AC) navios de Quitim.
Genesis 10:4 (Regiões do Mediterrâneo,
Chipre, Isa 23:12)
Números 24:24 um dos oráculos de Balaão
(Quitim x Assur e Eber)

Profecia
dos Reinos do Norte e Sul na Antiguidade:

Daniel-ns1

Profecia
dos Reinos do Norte e Sul no tempo do Fim:

Daniel-ns2

3) A Abominação Desoladora

Jesus aponta para esse fato em Mateus 24:15 como algo futuro e Paulo
também cita esse evento em sua carta 2 Tessalonicenses 2:3 como algo que
precederá a volta de Jesus, então claramente os fatos ocorridos por
Antioco Epifânio foram sombras de algo maior que acontecerá, agora
quando entrarmos nos últimos 7 anos profetizados em Daniel 9.

  1) Quebra o acordo de com Israel: Ele se une a
outras nações, possivelmente os 7 chifres, contra Israel. Esse sempre
foi o objetivo de satanás. (Gen 3:15, Apoc 12:13, Isa 14:13).

  2) Invadirá Israel pelo Norte chegando a
Jerusalém:
Conforme outras passagens, no meio dos 7 anos o AC
entra em Jerusalém com suas forcas militares. Esse momento que Jesus
avia em Mateus 24:15 para os moradores de Jerusalém fugirem e Zacarias
14:2 descreve os horrores e atrocidades desse dia.

  Obs: Nesse momento que ocorre a morte do AC ou uma ferida
mortal e a queda de satanás conforme Apoc 12:9 e 13:3 ou seja temos uma
transição espiritual importante sobre a terra. Bem como o início do
ministério das 2 testemunhas 11:1

  3) Interrompem o serviço do Templo: Possivelmente
o altar do sacrifício é destruído conforme Daniel 8:11

  4) Comete a abominação desoladora: No passado
tivemos Antioco Epifânio sacrificando um porco no Altar do Sacrifício e
colocando uma estatua de Zeus dentro do templo. Porém Apocalipse 13 nos
mostra que o AC se exaltara como um próprio deus e o falso profeta
demandará adoração dos moradores da terra ao AC.

  5) O antissemitismo chegará ao seu máximo: teremos
a maior perseguição e morte de judeus de toda a história. Tudo que
estamos vendo agora é apenas um preparo do estágio do fim. (Jer 30:7,
Mal 3:2, Zac 13:8)

  6) Fortalecimento do povo de Deus: a igreja
receberá a maior capacitação espiritual de toda a história para cumprir
a grande comissão de Mat 24:14, preparar muitos para o martírio e
capacitar os eleitos a perseverarem até o fim.

  7) Início da perseguição da igreja: Conforme Dan
7:25, o Quinto selo de Apoc 6:9 e Apoc 12:17 a partir desse momento da
historia ou seja nos últimos 3,5 anos que antecedem a vinda de Jesus
será o inicio da grande perseguição e martírio dos Santos.

  8) Muitos se ajuntarão ao AC: Uma grande apostasia
predita por Paulo em 2 Tes 2:3 que inicia o processo de separação do
joio do trigo (Mat 13:24)

c) Os
últimos detalhes e guerras Daniel 36 a 44:

Muitos comentaristas do livro de Daniel iniciam sua transição para o
futuro apenas a partir do versículo 36, ou seja, todo a outra parte se
refere a um período histórico já totalmente cumprido. Entretanto,
recentemente temos estudiosos das profecias bíblicas entendendo que os
versos anteriores tiveram cumprimento parcial em Antioco Epifânio.
Reforçamos alguns pontos que não se cumpriram na totalidade:

  I. Antioco Epifânio tinham autoridade real pois era terceiro filho
legitimo de Antioco III. O primogênito estava preso em Roma e o outro
irmão que assumiu o trono foi assassinato em um golpe.

  II. Ele conduziu poucas conquistas militares apenas uma pequena
batalha contra o Egito (VI Guerra Síria) e a conquista de Chipre e
Mênfis. Na sua segunda tentativa de atacar o Egito foi humilhado por o
Senador Pompilio de Roma.

  III. Os navios de Quitim tratados em Daniel 30, na história
passada, apenas um navio Romano desembarcou no Egito com Senador
Pompilio e humilhou a tentativa de Antioco com ameaças verbais.

  IV. Também não ocorreu a destruição do altar ou do templo conforme
Daniel 8:11

Entretanto, mesmo denominações que se estruturam na Teologia
Aliancista olham o livro de Daniel quase todo voltado ao passado, mesmo
a partir do versículo 36. Não aceitam a possibilidade de ter um terceiro
templo em Jerusalém. Até entendem que se manifestará um Anticristo
futuro mas baseado nas cartas de Paulo e Joao. Professores de teologias
mais progressistas ousam ainda mais, olham a carta de Daniel como um
livro histórico e não profético, sendo assim escrito após os fatos
consumados.

Um entendimento mais recente pode ser que determine um
período específico iniciado no versículo 36, o meio da semana, ou seja
os últimos 3,5 anos do fim o que Jesus chama em Mateus 24 de a Grande
Tribulação.

          11:36 O poder do
Anticristo:
Aparentemente ele não estará sujeito a uma
autoridade humana superior (Dan 7:23; Ap 13:1-10; 17:12). Ele se
exaltará acima de qualquer outro deus, o que implica que exigirá
adoração (2 Tes 2:4; Ap 13:11-18; 17:12-13). Ele também repudiará o Deus
verdadeiro (Dan 7:25; Ap 17:14). Possivelmente, o seu grande
questionamento será contra a autoridade de Jesus como Deus (1 Jo 2:22).
O islamismo reconhece o ministério de Jesus, porém como apenas um bom
profeta.

          11:37 O Anticristo se intitula o próprio
deus:
essa profecia tem diversas interpretações, para aqueles
que olham um anticristo judeu ele não teria respeito pelo Deus dos
judeus. Porém difícil o argumento no livro de Daniel identificar o AC de
uma das tribos de Israel. Bem como a leitura dos deuses das mulheres
existe algumas tentativas de associar a Tamuz (Eze 8:13) ou uma linha
progressista que o AC seria um homossexual. Sugerimos que da religião
que ele vier, irá se exaltar acima de qualquer outra entidade do
passado. Sendo um possível descendente muçulmano se exaltaria acima de
Maomé e alguém extremamente abusivo quanto aos direitos das
mulheres.

          11:38-39 Idolatria ao poder deste mundo: a
demonstração de grande poder militar e distribuição de riquezas dará a
sensação de poder deste mundo para os que se aliarem com Anticristo.
Essa talvez seja a grande estratégia de satanás em atrair o coração dos
poderosos pelas suas concupiscências e um sentimento de serem livres
para fazerem o que desejam (Salmos 2). Tudo isso lhes darei, se
prostrados me adorarem (Mat 4:9).

          11:40 Ataque a outro Rei do Sul: Nesse
estágio já estamos no ápice do ministério do Anticristo, avançando para
o fim da grande tribulação ou seja aqui ele já tem toda autoridade de
satanás. Assim, ele avança mais uma vez para uma região ao Sul de Israel
Nesse momento possivelmente estamos em uma guerra de proporções
globais.

          11:41 Tentativa de destruir Israel: O
Anticristo já entrou em pelo norte de Israel chegando até Jerusalém no
meio da semana, onde milhões de judeus são mortos. Porém foi resistido
pelas duas testemunhas (Apoc 10:1) e por alguma outra ajuda na terra
(Apoc 12:16). Na segunda parte do versículo, esses povos podem
representar territorialmente a atual Jordânia, que não está alinhado com
os chifres do AC mas aproveita a situação para tomar espolio da terra
(Ez 35:5, Amos 1)

          11:42/43 Destruição do Egito: A coalizão
do AC atacará o Egito já muito perto do fim. Essa profecia esta linhada
com Isaias 19 que também predisse a destruição do Egito o fim dos dias e
a salvação de uma remanescente pelo próprio Jesus. Na parte final do
versículo destaque que Líbia e Sudão (Etiópia era a região sul do Egito)
estarão juntos com o AC.

          11:44 Oposição ao Anticristo vindos no Norte e do
Leste:
Como vários textos na bíblia mostram o Anticristo tendo
oposição de outros reis. Possivelmente, nesse momento estamos próximos
do retorno de Cristo e o alinhamento das nações para uma grande batalha
final. Apocalipse 9:13-21, 16:12 e 19:19 estão conectados com a mesma
profecia. Com isso entendemos melhor a profecia de Joel 3:2.

          11:45 Estabelecerá seu quartel general em
Israel:
o texto claramente aponta que o Anticristo tentara
reinar de Israel. Diferentes perspectivas dos intérpretes quanto ao
lugar específico desde Jerusalém, Siquém ou até mesmo Tel Aviv. (Apoc
19:20 e Zac 14:1)

Capítulo 12:

O capítulo 11 praticamente focou no detalhamento do surgimento e
apogeu do Anticristo, agora o capítulo 12 da ênfase a salvação do povo
de Deus, sejam judeus remanescentes ou a igreja de Cristo. Esta seção
constitui o clímax da revelação profética destacando a fidelidade de
Deus em suas promessas ao seu povo escolhido.

  1. Tempo de angústia como nunca houve na terra. Jesus cita essa
    profecia em Mateus 24:21. O tempo aqui referido descreve o período da
    Grande Tribulação e Tormento de Jacó que envolve pelo menos 3,5 anos. Em
    Apocalipse 12:7detalha a ação de Miguel retirando satanás dos ares e
    enviando para a terra. (Deut 4:30, 32:36, Jer 30:7, Apoc 6 ao
    19)

  2. Tempo da redenção dos santos. Jesus cita esse momento em Lucas
    21:28

  3. Momento do arrebatamento e ressureição dos Santos. Paulo cita em
    1 Tes 4:13 que os mortos ressuscitarão primeiro e depois os que tiverem
    vivos serão arrebatados. 1 Cor 15:52

  4. Um chamado aos precursores (sábios) que estudaram a profecia
    bíblica e viveram uma vida de oração estarão capacitados pelo Senhor a
    serem auxílios a outros e por isso serão galardoados. Interessante que
    Mateus 13:43 Jesus cita algo semelhante para esta recompensa “brilhar
    como sol. Como a estrela não tem brilho próprio em Apoc 22:5 diz que não
    haverá mais sol, mas Deus Pai dará o brilho sobre eles, podemos supor
    que estes sábios estarão muito próximos de Deus.

  5. Profecia foi selada para aquele tempo, mas seria revelada nos
    últimos dias. Um claro chamado para um estudo aprofundado das profecias
    do Fim dos Tempos. Talvez haja detalhes os quais Deus não queira revelar
    e guardará para sua própria gloria. Apoc 10:4

  6. Confirmação do período da grande tribulação de 3,5 anos e a
    citação da palavra profética que estava em Deuteronômio 32:36. Isso é
    apenas para Israel?

  7. O período da Grande Tribulação é para o julgamento das nações e
    satanás, mas também será usada para purificação do povo de
    Deus.

  8. O mistério do tempo da volta de Jesus. Desde a entrada do
    Anticristo em Jerusalém e sua abominação no templo terão 1290, mas
    bem-aventurado o que persevera 1335 dias.

– Apoc 11:3 ministério das 2 testemunhas 1260
dias
– Apoc 12:6 refúgio de Israel 1260 dias
– Apoc 11:2 Gentios dominam Jerusalém por 1260
dias
– Apoc 13:5 Autoridade da besta por 42 meses
Tempo, tempos e metade de um tempo (Dan 7:25, 12:7 e
Apoc 12:14)

Conclusão:

Ao entender à profecia do final dos tempos, ainda que apenas em
parte, temos que ter uma resposta pratica. Jesus nos adverte em Lucas
12:47: aquele servo que conheceu a vontade do seu senhor e não se
preparou, nem fez segundo a vontade do seu senhor, será punido com
muitos açoites. Assim, o Senhor se preocupou em deixar conselhos
importantes para que todos vivessem um padrão de vida, em especial as
gerações dos últimos dias. Vejamos alguns deles:

Em Mateus 24 Jesus depois introduzir aos seus discípulos os detalhes
trágicos e terríveis do fim dos tempos Ele se preocupou em dar detalhes
de como deviam se preparar para enfrentar dias que ainda estariam por
vir:

1) Parábola da Figueira (Discernimento): Mt 24:32-35
Ser capaz de discernir os sinais da vinda de Jesus através do estudo
da palavra profética ou seja aqueles que se dedicassem em buscar
entendimento receberiam graça para isso.

2) Parábola dos Dias de Noé (Corações livres): Mt
24:36-42 *Para que nossos corações não estejam presos nas conquistas e
planos desse mundo para que estes não sejam pegos de surpresa. Há uma
constante preocupação de Jesus quanto ao coração do homem (emoções,
desejos, vontades) e o risco da amargura. **Mt 6:21, Prov 4:23, Mc
7:21*

3) Parábola do Ladrão (Vigilância): Mt 24:42-44
Esses dias não virão como um ladrão para a igreja vigilante, mas os
que forem pegos de surpresa nunca fizeram parte do trigo.

4) Parábola do Servo Fiel (Fidelidade e liderança):
Mt 24:45-51 Fala de líderes abusivos que se aproveitam do rebanho,
porém também traz um contexto de fidelidade a todos
diante da “demora” do Senhor. 2 Pe 3:3-4

5) Parábola das 10 Virgens (Intimidade): Mt 25:1-13
Uma das parábolas mais pregadas nas igrejas, mas de uma forma
simples nos ensina a construir uma vida de intimidade com Jesus como
algo mais importante que nossos ministérios ou trabalho
(lâmpada).

6) Parábola dos Talentos (Viver o proposito): Mt
25:14-30 O autor aos Hebreus diz para corrermos a corrida que nos
esta proposta. Não devemos nos pautar nos grandes ministérios de palcos,
mas olhar aquele talento que Ele colocou em nossa mão e cumprir com
zelo.

7) Parábola dos Bodes e Ovelhas (Comunhão e tratamento dado
aos judeus)
Mt 25:31-46 Ela pode ser compreendida em dois
contextos: um foco em construir uma verdadeira COMUNHÃO com irmãos que
se ajudarão uns aos outros nos últimos dias, mas principalmente um olhar
para os grandes perseguidos na tribulação, os judeus.

A palavra de Deus está repleta de advertências e recomendações para
uma vida exemplar diante dos acontecimentos do fim. Porém vamos para
finalizar esse estudo focar na mensagem deixada por Pedro em sua última
carta. Todo Capítulo 3, ele faz uma extensa descrição dos últimos dias e
principalmente o Dia do Senhor ao qual recomendamos uma longa
meditação.

No versículo 11 ele enfatiza: uma vez que tudo isso será desfeito
(esse mundo/consumido pelo fogo), vocês devem ser pessoas que vivam de
maneira santa e piedosa. Esperando e apressando a vinda do Dia de
Deus.

A partir disso ele traz algumas importantes recomendações para nosso
padrão de vida:

– Vida de santidade: … se esforcem para que Deus os
encontre sem mácula e culpa.

– Paz no coração: esse será o grande desafio do
coração humano em saber lidar com as ofensas e as emoções. Fil 4:6 e 1Jo
3:18.

– Crescer em graça: traz o mesmo contexto da
intimidade com nosso Senhor. Uma vida de comunhão intima com Espírito
Santo me ensina que depende inteiramente em sua graça para perseverar
até o fim.

– Conhecimento da Palavra: Quanto mais conheço e
medito na palavra de Deus, mais ela me revela Jesus. Virão tempos
conforme diz o profeta Amós que teremos dificuldade de acesso a palavra
de Deus.

Quando somos confrontados pelas verdades do evangelho, somos
transformados em nosso modo de viver e pensar através de um
arrependimento genuíno. A palavra no grego para arrependimento é
Metanoia (mudança de pensamento) e no Hebraico é Teshuva (mudar meu
caminho). Assim, da mesma maneira, ao ter contato com a palavra
profética do fim dos tempos deve causar uma mudança em meu estilo de
vida. Reflita sobre isso. Que Deus de graça para perseverar até o
fim.