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  • Daniel Capítulo 7

    Esse é o primeiro de uma série de sonhos e visões dados a Daniel
    ainda sobre o reinado da Babilônia. Essa revelação ocorreu quando
    Belsazar era co-regente com seu pai Nabonido no ano de 553 aC. Assim
    muito próximo da queda desse império. Isso possivelmente ocorreu 50 anos
    após ao sonho do capítulo 2 dado a Nabucodonosor.

    Cronologia das Visões de Daniel

    visoes

    A descrição da visão se inicia com a visão do grande mar, que a
    maioria dos teólogos analisa com a possibilidade de ser no literal o mar
    mediterrâneo (Js 17:10) que costeia Israel ou alegoricamente como os
    Impérios gentios. (Ap 13:1, Ap 17:1, Ap 21:1). Os 4 ventos (Jer 49:36,
    Zac 6:1-6, Ap 7:1-3)

    animais

    LEÃO com 2 asas
    Babilônia 605 a 539 a.C.
    2 asas de águia: representam velocidade de conquista.
    Daniel 7:4

    URSO com 3 costelas na boca
    Medo-Pérsia 538 a 331 a.C.
    3 costelas: crueldade ao conquistar a Lídia, Egito e Babilônia
    Daniel 7:5

    LEOPARDO com 4 asas e 4 cabeças
    Grécia 331 a 168 a.C.
    4 asas: velocidade de conquista
    4 cabeças: 4 divisões do reino após a morte de Alexandre, o Grande
    Daniel 7:6

    ANIMAL TERRÍVEL E ESPANTOSO
    Roma 168 a 476 d.C.

    10 CHIFRES
    No tempo do fim, nações lideradas pelo pequeno chifre com olhos, o
    Anticristo

    Leão: Como Babilônia (Jr 4:7; 49:19; 50:17, 44;
    49:22; Lm 4:19; Ezequiel 17:3, 12; Hb 1:8). Ao arrancar das asas
    possivelmente simboliza a retirada do seu poder e sua humilhação vista
    no capítulo 4, bem como o restante do versículo tratando de ser
    levantado da terra para andar como homem. O símbolo das asas simboliza
    tanto no Leão como no Leopardoa rapidez de conquista na
    guerra.
    Urso: Como Medo-Persas. Na visão ele vê um lado mais
    forte porque a os Persas tinham uma forca superior, razão pela os Medos
    decidiram unir forcas com eles. As 3 costelas devoradas foram segundo a
    história a Lídia, babilônia e o Egito. Quanto ao fator de o animal
    devorar muita carne, foi o império que até aquele momento teve a
    conquista de terra mais ampla sobre os homens.
    Leopardo: Como Greco Macedônio. Com a rapidez de um
    Leopardo, Alexandre, o Grande, conquistou a maior parte do mundo
    civilizado desde a Macedônia até a África e para o leste até a Índia. O
    caráter de conquistas militares relâmpago não existe precedentes na
    história. Ele morre muito cedo, logo após suas conquistas e seus dois
    filhos foram envenenados pela sua mãe. Assim, o império rapidamente se
    dividiu em partes pelos seus principais generais. Com o tempo 4 deles se
    firmaram: Lisímaco (Trácia e Bitínia), Cassandro (Macedônia e Grécia),
    Seleuco (Síria e Babilônia) e Ptolomeu (Egito, Palestina e Arabia).
    Alguns poucos consideram Antígono (Asia) no lugar de Lisímaco. Porém,
    cada um deles governou uma das 4 regiões geográficas, Grécia, Ásia,
    Egito e Pérsia, não importando os nomes. Quarto Animal:
    A maioria dos estudiosos conservadores entendem que o quarto animal
    representa o Império Romano. Em contraste com a Grécia, a ascensão e
    queda do Império Romano foi lenta e gradativa. Esse é o mesmo império
    representado no sonho de Nabucodonosor com as pernas de ferro.
    Entretanto, como no capítulo 2, temos uma transição das pernas de ferro
    para os pés de ferro misturado com barro, que Daniel não chama
    de um 5 império
    ; aqui ele parece ter o mesmo entendimento. Ele
    vê um animal que faz uma transição para uma visão de 10 chifres.

    1ª. Estágio da Visão: Império Romano da antiguidade
    que durou 500 anos.

    2ª. Estágio da Visão: Reino dividido, não se torna
    um império sobre a terra e será manifesto no tempo do fim, com curta
    duração de apenas 3,5 anos.

    1. 10 chifres: 10 reinos/países ou líderes. (Dn 7:24, Ap 13:1, Ap
      17:12)
    2. Chifre pequeno com olhos de ser humano: o Anticristo (Ap 13:1)
    3. 3 Chifres: Dos 10 reinos iniciais, 3 são destruídos (Dn 7:24)
    4. Uma Boca: Se levantará contra Deus e seu ungido (Dn 7:25, Ap
      13:5-6)
    comparação

    A visão de Daniel não foi única na bíblia sobre reinos e os chifres.
    João tem uma visão semelhante sobre os domínios da besta sobre a terra
    de Israel desde o início da história até o estabelecimento do Reino de
    Deus. Um resumo de Apocalipse 17:9-13 para ajudar o entendimento do 4
    animal de Daniel e sua transição:

    apocalipse simplificado

    Reino do Anticristo:

    1. Perplexidade de Daniel com a Quarta Besta: Ao ver a
      manifestação dessa Besta deixou Daniel alarmado, possivelmente pela
      crueldade dos dentes e garras que estão relacionados à capacidade de
      devorar carne. Porém o anjo não se preocupou em dar muitos detalhes,
      pois o nível da revelação de Deus é gradativo com o tempo.
    2. Alguns relacionam os dentes de ferro com a crueldade de Roma e o
      bronze com a rapidez de conquistas característica da Grécia.
      Relacionados com a estátua de Nabucodonosor.
    3. A distinção de bestas que se levantam da terra e do
      mar
      (Ap 13:1 e 13:11)
    4. Ministério da Iniquidade: satanás “levantará” um
      homem na terra com o mesmo período do ministério de Cristo. Seu anseio é
      angariar seguidores. (2 Ts 2:3)
    5. Autoridade para vencer os Santos: Ele recebe
      autoridade por 42 meses para prevalecer contra os Santos (Dn 7:25, Ap
      13:7)
    6. Tentará mudar os tempos e as leis: Eliminação da
      cultura judaico cristã e de todos valores e calendários cerimônias que
      se associam com Cristo. Na revolução francesa já haviam tentado iniciar
      isso. Romanos 1:24 nos dá uma pista disso, onde Deus entrega o homem sem
      restrições a busca dos seus desejos. Satanás irá atender os anseios do
      coração caído. Temos exemplos recentes onde países foram dominados por
      muçulmanos e foi estabelecido a “Sharia” que mudava as leis e direitos
      das pessoas.

    REINO DE DEUS

    1. Reino com Cetro de Ferro: No final com a
      manifestação de Cristo são estabelecidos o Seu domínio e o Reino de
      Deus. Conforme Daniel 7:12 os reinos da terra são subjugados e sujeitos
      a Cristo, porém continuam a existir por um período, os mil anos do reino
      milenar. Porém os Santos reinarão com seu Rei, Jesus, durante esse
      período conforme o versículo 17.
    2. Reino Terreno: A palavra profética e o entendimento
      judaico sempre relacionaram com um reino físico na terra. O conceito de
      um reino espiritual distante da terra não está na bíblia.
    3. Julgamento: O anjo continuou a explicar que a corte
      celestial (v. 10) julgará o chifre pequeno, e Deus removerá seu domínio
      e o destruirá para sempre (v. 11; 2 Tessalonicenses 2:8; Ap.
      19:20).
    4. Reino Eterno: O reino do Filho do Homem será
      infinito e mundial. O reino não é apenas o governo dos santos; é o
      governo do Altíssimo do qual os santos participam. Observe que o reino é
      descrito como pertencente ao Filho do Homem (v. 14) e ao Altíssimo. Isso
      implica que eles são um.

    A VISÃO DO TRONO DE DEUS

    No mesmo período temos Daniel e Ezequiel tendo visões do trono do
    Senhor ou do Conselho do Senhor. Na visão de Ezequiel 1:26 ele vê um
    homem assentado no trono, que alguns entendem como uma visão
    apocalíptica de Jesus, Filho do Homem, assentado nesse trono. Apocalipse
    4 traz uma visão semelhante com mais detalhes deste conselho
    espiritual.

    Mais uma vez, Deus em sua revelação profética sobre os sinais dos
    tempos, estabelece sua soberania e controle de todas as coisas. Porque
    durante a revelação a Daniel dos reis da terra que assustam Daniel, Ele
    faz uma interrupção na visão para mostrar toda a glória e poder.

    1. Ancião de Dias: a representação de Deus Pai em sua
      autoridade espiritual liderando o conselho espiritual. Vemos a mesma
      imagem em Apocalipse 5:1 quando Deus Pai passa o testamento ou rolo dos
      selos para Jesus. Versículo 13 deste capítulo também reforça a imagem de
      Deus Pai. Os detalhes das vestimentas brancas e cabelos de lã pura
      trazem a referência a suprema santidade.
    2. Rodas do Trono: Essa também a visão de Ezequiel
      sobre as rodas e o fogo ardente em 1:15. Uma perspectiva que o trono se
      movimenta em qualquer direção, Deus está em todo lugar. Ele é
      Onipresente e Onipotente.
    3. Rio de Fogo: em Ezequiel 1:13-14 tem a mesma visão
      representando o fogo purificador e a pureza na corte celestial. A bíblia
      sempre manifesta o fogo como agente purificador. Em Isaías 6:6 em sua
      visão da Corte Celestial uma brasa de fogo é tirada do trono para
      purificar seus lábios.
    4. Filho do Homem: uma clara citação a Jesus, o Filho
      de Deus. O próprio Jesus citou isso em aramaico várias vezes durante os
      3,5 anos de seus ministérios. Ele vem com as nuvens do céu são claras
      referências a Ex 13:21-22; 19:9, 16; 1 Reis 8:10-11; Salmos 18:10; Is
      19:1; Jr 4:13; Ez 10:4; Atos 1:9; Mt 24:30; Ap 1:7 Importante entender
      que a visão trata de Apoc 5:1 onde a autoridade é dada a Jesus por ser
      achado digno como um cordeiro sem pecado, que morreu e ressuscitou,
      vencedor.
    5. Estabelecimento do Tribunal: A maioria dos
      estudiosos da profecia bíblica entendem que esse será o tribunal de
      julgamento de Ap 20:12, onde Jesus julgará todos os reis da terra e os
      seres humanos.
    6. Reino Eterno: Ao final, serão estabelecidos o reino
      eterno e a restauração de todas as coisas, e os santos reinarão com Ele
      por toda eternidade.

    Esse foi um grande desafio para os judeus, pois eles acreditavam em
    um descendente de Davi que seria o Messias prometido que libertaria
    Israel dos gentios e estabeleceria o reino messiânico, porém não
    conseguiam aceitar a divindade do Messias, como sendo Filho do próprio
    Deus. Talvez essa razão por que Jesus se identificava sempre com essa
    imagem de Daniel, pois aqui claramente há uma divindade no Filho do
    Homem.

    Não é exagero dizer que nenhum outro conceito no Antigo Testamento,
    nem mesmo o Servo do Senhor, suscitou uma literatura mais prolífica. De
    todas as figuras usadas no Antigo Testamento para designar o libertador
    vindouro; rei, sacerdote, ramo, servo, semente – nada é mais profundo do
    que ‘Filho do homem’.

     Aqui há uma visão do homem como ele deveria ser, incorporando
    perfeitamente todo o seu potencial em obediência ao seu Criador.
    (Baldwin)

  • Daniel Capítulo 2

    Primeiro Sonho de
    Nabucodonosor

    Daniel escreveu os capítulos 2 a 7 na língua aramaica. Essa mudança
    literária dá ao leitor uma pista de que essa parte é uma seção distinta
    do livro. Diz respeito à história futura dos gentios durante “os tempos
    dos gentios” (Lucas 21:24). O aramaico era a língua comum do mundo em
    que Daniel vivia quando escreveu (algo como o grego nos tempos de Jesus
    ou inglês nos dias de hoje). É natural, portanto, que ele tenha
    registrado o que diz respeito ao mundo como um todo, na linguagem dos
    gentios.

    Os capítulos 2 e 7 explicam a sucessão de quatro impérios gentios que
    exerceriam controle sobre Jerusalém e os judeus até que o reino de Deus
    fosse estabelecido. Este capítulo é importante porque registra a
    mais ampla extensão da história mundial que Deus deu a qualquer
    profeta, estamos a 600 anos antes de Cristo, e o profeta tem a visão de
    todo reinado dos gentios até a volta de Cristo.

    1 REI GENTIO RECEBE O SONHO

    Interessante Nabucodonosor ser o recipiente desse sonho pois foi o
    governante que pôs fim à dinastia de Israel, mas o sonho era uma forma
    de Deus mostrar que isso aconteceu por sua soberania e um plano
    pré-determinado, tanto que Deus impede os adivinhos da Babilônia ter
    entendimento, mas revela a um escravo do reino, fiel a Ele. Nesse
    capítulo temos Deus dando o sonho ao rei gentio, isso também aconteceu
    com outros reis:
    > i. Abimeleque em Genesis 20:3
    ii. Faraó em Genesis 41
    iii. Rei Assuero em Ester 6

    2 REVELAÇÃO DO SONHO E
    SUA INTERPRETAÇÃO

    Não há nenhum outro registro de que Deus tenha dado a alguém o
    conhecimento de um sonho que outra pessoa teve – sem que o sonhador lhe
    contasse sobre isso. José interpretou os sonhos do Faraó e de seus
    servos depois que eles lhe contaram o que eram. No entanto, Daniel
    acreditava que Deus poderia fazer qualquer coisa, até revelar o próprio
    sonho a ele, bem como sua interpretação.

    3 INTERCESSÃO COLETIVA

    Daniel informou seus três amigos sobre a situação para que eles
    pudessem orar juntos sobre isso (Sl. 50:15; Fp. 4:6-7). É a primeira
    instância de intercessão em grupo registrada nas Escrituras; e o fato de
    que esses filhos do cativeiro recorreram a ela revela-nos o segredo de
    sua caminhada santa e separada. O texto procura reforçar que Deus
    responde a oração de seus justos.

    4 EXALTAÇÃO DE DEUS AO MUNDO

    Daniel cita 5 vezes que oraram ao Deus do céu, uma clara direção aos
    gentios da época, pois adoravam os céus, do sol e da lua. Sua referência
    estava em um Deus superior a tudo. A resposta de Deus não veio em sonho,
    mas em uma visão aberta, são formas que Deus escolhe em se comunicar com
    o homem (Números 12:6). Como na história de Elias, Deus exalta a si
    mesmo e humilha os falsos deuses.

    5 AÇÃO DE GRAÇAS

    Após a visão e o entendimento que Deus deu a Daniel: ele louva a Deus
    com um dos salmos mais bonitos da bíblia, elevando a soberania e
    grandeza do nosso Deus, todo o controle do tempo e da história está em
    suas mãos. Somente Ele tem o poder de revelar aquilo que é desconhecido
    ao coração do homem.

    6 FORTALECIMENTO DA FÉ DE
    DANIEL

    Ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece
    reis.

    7 REVELAÇÃO DOS TEMPOS
    FUTUROS

    Daniel teve o entendimento em sua visão que o sonho trazia a
    realidade dos reinos dos gentios que oprimiriam Israel, iniciando pela
    Babilônia, mas era uma visão que apontava para o fim dos tempos conforme
    está no versículo 29.

    8 ENTENDIMENTO DO SONHO
    PROFÉTICO

    A figura de um homem foi empregada aqui possivelmente porque Deus
    desejou tornar conhecido o que aconteceria durante os dias do domínio do
    homem na terra. Esse conflito que Salmos 2 expõem entre os reis da terra
    e o reino de Deus. A imagem final que encerra o domínio do homem e
    inicia o reinado de Jesus. Assim, esse sonho antecipa o que aconteceria
    desde o Reino Babilônico (ano 600 a.C.) até o Dia do Senhor ou a segunda
    volta de Jesus para estabelecer o Reino de Deus.

    CABEÇA DE OURO: Representa a Babilônia e
    principalmente seu rei Nabucodonosor. Apesar de seu reinado ter durado
    pouco tempo e não ter a extensão dos outros, ele teve a maior autoridade
    como um rei sobre a terra (Jeremias 27:6-7, 14). Durou 88 anos.

    PEITO E BRAÇOS DE PRATA: Representa a reino da Média
    e Pérsia que conquistou a Babilônia e tinha uma extensão territorial
    maior que o reino anterior, porém seus reis não tinham a mesma
    autoridade pois estavam sujeitos a certas leis e estatutos. Durou 208
    anos.

    VENTRE E QUADRIS DE BRONZE: Representa o reino Greco
    Macedônico que teve uma extensão territorial ainda maior que o reino
    anterior porém que depois anos de várias guerras se dividiu em dois
    principais territórios: Síria e Egito (Selêucidas e Ptolomeus), chamadas
    de Guerras Sírias. Capítulo 11 trará detalhes proféticos/históricos
    dessas guerras. Durou 300 anos.

    PERNAS DE FERRO: Descrito pela maioria dos
    estudiosos como o reino de Roma, que conquistou o domínio grego, e
    territorialmente foi superior a todos os anteriores. Por outro lado,
    foram os que tinham menos poder, pois estavam sujeitos a política do
    senado romano. Durou 500 anos o império do Ocidente, porém
    Constantinopla caiu apenas 1456 d.C. Recentemente, Joel Richardson
    trouxe uma nova interpretação, considerando como o Califado Islâmico.
    Entretanto cremos por vários outros fundamentos se tratar de Roma,
    principalmente pelo fato do sonho estar relacionado com impérios
    opressores da terra de Israel.

    PÉS DE FERRO E BARRO: Daniel não descreve como um 5
    reino, possivelmente pela sua dificuldade de fundir ferro e barro em um
    único material. O ferro caracteriza a tirania e brutalidade, enquanto o
    barro traz o contexto da fragilidade humana do barro. Alguns argumentam
    que isso representa a dureza de um líder com auxílio do governo do povo,
    como o socialismo. Apesar de Daniel não trazer a ênfase de 10 dedos,
    possivelmente tem uma analogia com os 10 chifres do capítulo 7. Não
    cremos que isso simboliza o ressurgimento do império romano nos últimos
    dias. Nos próximos capítulos Daniel nos dará mais detalhes para ajudar a
    entender da onde virá esse líder, o Anticristo. Aqui, a continuidade do
    ferro, apenas quer simbolizar a crueldade e brutalidade desse último
    dominador na terra que antecipará a volta de Jesus.

    PEDRA CORTADA SEM AUXÍLIO DE MÃOS Claramente traz a
    figura do estabelecimento do Reino de Deus através do seu Cristo e o fim
    dos impérios humanos na terra.
    >a) Jesus é a pedra angular
    b) Ele destrói todos os reinos da terra durante a manifestação do último
    reino, pés de ferro misturados com barro.
    c) Todos os reinos são subjugados juntos ou seja todos os reinos da
    terram se submetem a reino de Jesus
    d) Reino Eterno
    e) O reino de Deus é estabelecido sem auxílio humano
    f) Estabelecimento do reino milenar

    Potencias Reino dividido será a ultima tentativa humana de
    levantar um império na terra para oprimir Israel ou também entendido
    como o reino do Anticristo. Defendemos a visão de uma coalizão de países
    islâmicos que estão em torno de Israel, sendo sua maioria vindo ao Norte
    de Israel. Salmos 83, Miqueias 7 e Ezequiel 38 profetizam alguns desses
    inimigos.

    estatua

  • Daniel Capítulo 1

    1 QUEM ERA DANIEL

    O nome “Daniel” significa “Deus é meu juiz”. Ele foi um mediador da
    revelação divina tanto para Israel quanto para as nações. É um livro que
    se mostra aberto para o diálogo com culturas diferentes que Daniel
    acreditava. Vamos ver no decorrer da história que Daniel se manteve fiel
    e ainda assim conseguia dialogar com o povo pagão com muita
    maestria.

    Interessante que ele foi o único homem a ser elogiado por Deus
    enquanto ainda estava vivo. Ele foi realmente um precursor e intercessor
    de modo que seu estilo de vida aponta para posicionamentos necessários
    diante dos eventos que precedem a volta de Cristo. Por isso, vamos
    estudar o livro de Daniel não somente como um livro profético que contém
    visões apocalípticas, mas também como uma narrativa que nos aponta para
    um estilo de vida de devoção, oração e jejum. Quais foram suas decisões?
    Por que escolheu viver na forma como viveu? Quais eram suas
    prioridades?

    2 DECISÃO DE DANIEL EM SUA
    JUVENTUDE

    Exilados pelo rei Nabucodonosor, no capítulo primeiro vemos que
    Daniel e mais três amigos foram designados como cativos a aprenderem as
    leis e culturas babilônicas, com duração de 3 anos, para o preparo do
    serviço real. Eles receberiam uma porção diária de comida e vinho
    diretamente da mesa do rei.

    Porém Daniel decide abster-se da comida e do vinho. [Não
    necessariamente era um jejum, mas talvez ele só quisesse cumprir a lei
    da Torá abstendo-se de alguns alimentos e se contaminar com alimentos
    consagrados aos deuses babilônicos]. Faz esse pedido aos oficiais e
    durante 10 dias é feito um teste para ver se o seu pedido realmente era
    possível. Ao final, Daniel e seus amigos pareciam mais saudáveis e mais
    fortes que os demais. Além da aparência física, havia sabedoria e
    conhecimento que o rei não encontrou em nenhum outro jovem!

    Quando Daniel teve essa decisão ele ainda era jovem (Dn 1:8). Foi
    determinado e escolheu ser radical e fiel a escolha em busca de
    obediência e santidade. Havia um posicionamento que se tornou uma
    mensagem a outros, mais que palavras, tinham atitudes. Foi uma postura
    que exigia determinação certamente diante dessa inconveniência. Da mesma
    maneira podemos olhar para Joao Batista que tinha uma conduta de vida em
    uma geração sacerdotal contaminda que era uma mensagem, ou seja sua
    conduta de vida expressava mais que palavras.

    O livro de Daniel revela a culminação do bem e do mal por toda
    história. Que para entender o futuro é necessário estudar sobre o
    passado. Que Deus nos ensina partindo do simples para o complexo, ou
    seja, existe um processo de amadurecimento para que gradativamente
    possamos sustentar escolhas cada vez mais radicais. A verdade é que não
    existe uma posição estática na caminhada cristã. Daniel decidiu e foi
    perseverante em cada uma de suas escolhas. Nenhum anjo apareceu para ele
    o direcionando a jejuar ou se abster de algo, tampouco para ele orar 3
    vezes ao dia (Dn 6:10).

    Daniel não é a única figura de precursor para seu tempo, pois vemos
    também Ezequiel e Jeremias. O primeiro estava cativo na Babilônia
    vivendo entre os trabalhadores que foram trazidos cultivar a terra,
    embora não fosse considerado escravo, pagava altos impostos. E Jeremias,
    que viveu na parte mais pobre da população, em Jerusalém. Pode-se
    concluir, assim, que o estilo de vida de Daniel, vivendo na corte do
    rei, não é um padrão.

  • O Novo Testamento não Substituiu O Velho

    • Promessas de Deus para Israel

    • Toda palavra se cumprirá

    • Alianças, profecias

  • Daniel Intro

    Daniel Capítulo 1
    Daniel Capítulo 2
    Daniel Capítulo 7
    Daniel Capítulo 8
    Daniel Capítulo 9
    Daniel Capítulo 10, 11 e 12

    Contexto

    1 PERÍODO DA HISTÓRIA –
    EXÍLIO

    Em 605 aC, o príncipe Nabucodonosor liderou o exército babilônico de
    seu pai Nabopolassar contra as forças aliadas da Assíria e do Egito. Ele
    os derrotou em Carquemis, que estava então sob controle assírio. Esta
    vitória deu a Babilônia a supremacia no antigo Oriente Próximo. Com a
    vitória da Babilônia, os vassalos do Egito, incluindo Judá, passaram
    para o controle da Babilônia. Pouco depois, naquele mesmo ano,
    Nabopolassar morreu, e Nabucodonosor o sucedeu como rei.

    Nabucodonosor então invadiu Judá e levou alguns cativos reais e
    nobres para a Babilônia (Dan. 1:1-3), incluindo Daniel, além de alguns
    dos vasos do Templo de Salomão (2 Crônicas 36:7). Esta foi a primeira
    das três deportações de Judá nas quais os babilônios levaram grupos de
    judeus para a Babilônia. O rei de Judá naquela época era Jeoiaquim (2
    Reis 24:1-4).

    1. Primeira deportação: em 606/605 aC um pequeno grupo
      de nobres entre eles Daniel e seus amigos são levados para a Babilônia
      com os tesouros reais.
    2. Segunda deportação: em 597 aC toda a corte real
      (Joaquim) e um grupo de cerca de 10 mil pessoas. Ezequiel estava nesse
      grupo.
    3. Terceira deportação: em 587/586 aC cerco de
      Jerusalém, destruição do templo, Zedequias é levado, seus filhos mortos,
      fim da dinastia de Davi. Parte dos judeus fogem para o Egito, entre eles
      é levado Jeremias.

    O filho de Jeoiaquim, Joaquim (também conhecido como Jeconias), o
    sucedeu em 598 aC. Ele reinou apenas três meses e 10 dias. Nabucodonosor
    invadiu Judá novamente. Na virada do ano, em 597 aC, ele levou Joaquim
    para a Babilônia, junto com a maioria dos líderes remanescentes de Judá,
    incluindo o jovem Ezequiel, e o restante dos tesouros nacionais de Judá
    (2 Reis 24:10-17; 2 Crônicas 36: 10).

    Uma terceira e última deportação ocorreu aproximadamente 11 anos
    depois, em 586 aC. O irmão mais novo de Jeoiaquim, Matanias, cujo nome
    Nabucodonosor mudou para Zedequias, era então o rei fantoche de Judá.
    Ele se rebelou contra a soberania da Babilônia ao fazer secretamente um
    tratado com o Faraó Hofra sob pressão dos nacionalistas judeus (Jeremias
    37-38). Após um cerco de 18 meses, Jerusalém caiu. Nabucodonosor voltou
    a Jerusalém, queimou o templo, derrubou os muros da cidade e levou
    cativos para a Babilônia, exceto os judeus mais pobres. Ele também levou
    Zedequias como prisioneiro para a Babilônia, depois de executar seus
    filhos e arrancar os olhos do rei, em Riblah, em Aram (atual Síria; 2
    Reis 24:18—25:24).

    2 AUTOR DO LIVRO E PERÍODO

    Daniel possivelmente era apenas um adolescente quando foi trazido
    cativo para a corte babilônica. Seu ministério deve ter durado por 70
    anos até o ano 536 aC. A maioria dos teólogos supõem que ele
    possivelmente morreu com 85 anos. Possivelmente, o retorno do primeiro
    grupo de judeus a Jerusalém aconteceu em 538/537 aC. Enquanto Daniel
    exercia seu ministério na corte babilônica, havia mais dois profetas que
    foram seus conterrâneos. Ezequiel foi o profeta que profetizou com os
    exilados na Babilônia, junto ao campo, parte pobre. Ezequiel citou sobre
    Daniel em Ez 14:14 e 28:3. Outro conterrâneo foi Jeremias, que
    profetizou de Jerusalém e viu sua queda. O próprio Jesus cita a
    importância do livro de Daniel em Mateus 24:15. Boa parte do livro de
    Daniel foi escrita em Aramaico, língua dominante da época, o que alguns
    simbolizam como uma mensagem que vai além do povo de Israel. Enquanto,
    Ezequiel profetizou no meio dos Israelitas foi escrito em hebraico.

    3 PROPÓSITO DO LIVRO

    1. Soberania de Deus: Teologicamente, o livro
      enfatiza o controle de Deus sobre todas as coisas. A absoluta soberania
      e transcendência de Deus acima de todos os anjos e homens literalmente
      permeia o livro. Esse tema que percorre todo o livro é que a sorte dos
      reis e os assuntos dos homens estão sujeitos aos decretos de Deus, e que
      ele é capaz de realizar sua vontade apesar da mais determinada oposição
      dos mais poderosos homens da terra. Apesar do colapso, queda e
      sofrimento de Israel e Judá, o livro de Daniel deixa claro que o Senhor
      Deus permanece absolutamente soberano sobre os assuntos humanos. Isso é
      aparente no presente, apesar das condições políticas e religiosas que
      podem sugerir o contrário, e no futuro, quando não haverá dúvidas na
      mente de ninguém. Apesar de primariamente a profecia olhar a realidade e
      futuro de Israel, ela também traz o domínio e alcance sobre as nações,
      bem como uma mensagem intrínseca ao futuro corpo de Cristo, a
      igreja.

    2. Plano Redentor de Deus: O livro traz detalhes
      importantes sobre o conflito de Gênesis 3:15 e Números 24:11, sobre a
      vitória do Filho do Homem (primeira vez que esse termo é usado na
      Bíblia, e mais tarde repetido por Jesus) sobre a semente da serpente.
      Assim, profecias de Daniel também revelam o cumprimento do grande plano
      da promessa que começou na queda e culminará no retorno e reinado do
      Filho do Homem na terra.

    3. Poder da Oração: Uma terceira ênfase teológica é
      o poder da oração. A obra de Deus em resposta às orações de Seu povo é
      evidente em todo o livro, especialmente nos primeiros seis capítulos e
      nos capítulos 9 e 10.

    4. Graça de Deus: Embora os judeus tivessem falhado
      miseravelmente com Ele, Deus revelou que Ele não havia rejeitado Seu
      povo Israel. Ele os estava disciplinando no presente, mas Ele tem
      misericórdia e salvação em um futuro.

    4 ESTRUTURA DO LIVRO

    Este esboço reflete as divisões linguísticas do livro, capítulos 1,8
    a 12 tendo sido escrito em hebraico e os capítulos 2 a 7 em
    aramaico.

    Capítulo 1: O caráter de
    Daniel

    1. Antecedentes históricos 1:1-2
    2. Programa de treinamento de Nabucodonosor para jovens promissores
      1:3-7
    3. A determinação de Daniel em agradar a Jeová 1:8-13
    4. O sucesso do teste 1:14-16
    5. A bênção de Deus sobre Daniel e seus amigos 1:17-21

    Capítulo 2:
    Os tempos dos gentios: o programa de Deus

    1. O primeiro sonho de Nabucodonosor: o quadro geral
    2. O sonho do rei 2:1-3
    3. O fracasso dos sábios do rei 2:4-13
    4. Pedido de Daniel para o tempo 2:14-16
    5. A recepção de uma revelação por Daniel e sua ação de graças
      2:17-23
    6. A aparição de Daniel perante Nabucodonosor 2:24-30
    7. O que Nabucodonosor viu em seu sonho 2:31-35
    8. A interpretação do sonho de Nabucodonosor 2:36-45
    9. As consequências da interpretação de Daniel 2:46-49

    Capítulo 3: A
    imagem de ouro de Nabucodonosor

    1. A adoração da estátua de Nabucodonosor 3:1-7
    2. A acusação contra Sadraque, Mesaque e Abednego 3:8-12
    3. A resposta de Sadraque, Mesaque e Abed-nego 3:13-18
    4. A execução da ordem do rei 3:19-23
    5. A libertação de Deus de Seus servos 3:24-27
    6. As conseqü.ncias da libertação de Deus 3:28-30

    Capítulo
    4: O orgulho e a humilhação de Nabucodonosor

    1. Doxologia introdutória de Nabucodonosor 4:1-3
    2. A frustração do rei com seu segundo sonho 4:4-9
    3. Nabucodonosor relata seu sonho 4:10-18
    4. A interpretação de Daniel 4:19-27
    5. O cumprimento da disciplina ameaçada 4:28-33
    6. A restauração de Nabucodonosor 4:34-37

    Capítulo 5: A festa de
    Belsazar

    1. Belsazar desonrando o Senhor 5:1-4
    2. A revelação de Deus a Belsazar 5:5-9
    3. O conselho da rainha 5:10-12
    4. Pedido de Belsazar de Daniel 5:13-16
    5. A repreensão de Daniel a Belsazar 5:17-24
    6. A interpretação de Daniel da escrita 5:25-28
    7. Ascensão de Daniel e queda de Belsazar 5:29-31

    Capítulo 6:
    O orgulho de Dario e a preservação de Daniel

    1. A promoção de Daniel no governo persa 6:1-3
    2. A conspiração contra Daniel 6:4-9
    3. A fidelidade de Daniel e a situação de Dario 6:10-15
    4. Daniel na cova dos leões 6:16-18
    5. A libertação de Daniel e a destruição de seus inimigos 6:19-24
    6. Decreto de Dario e louvor ao Senhor 6:25-28

    Capítulo
    7: A visão de Daniel da história do mundo futuro

    1. Os quatro animais 7:1-8
    2. O Ancião de Dias e a destruição da quarta besta 7:9-12
    3. O reino do Filho do Homem 7:13-14
    4. A interpretação das quatro bestas 7:15-18
    5. O pedido de Daniel para a interpretação do quarto animal
      7:19-22
    6. A interpretação do quarto animal 7:23-25
    7. O fim do quarto animal e o começo do reino eterno 7:26-28
    8. Israel em relação aos gentios: o programa de Deus para Israel caps.
      8-12

    Capítulo 8:
    A visão de Daniel do carneiro e do bode

    1. O cenário da visão 8:1
    2. O carneiro 8:2-4
    3. O bode 8:5-8
    4. O chifre pequeno no bode 8:9-14
    5. A interpretação desta visão 8:15-26
    6. O resultado desta visão 8:27

    Capítulo 9:
    A visão de Daniel dos 70 setes 9 (semanas)

    1. A profecia de Jeremias sobre a restauração de Jerusalém e a resposta
      de Daniel 9:1-3
    2. A oração de confissão de Daniel 9:4-14
    3. Petição de Daniel para restauração 9:15-19
    4. A resposta de Deus à oração de Daniel 9:20-23
    5. A revelação do futuro de Israel em 70 setes 9:24-27

    Capítulo 10, 11 e 12:

    1. A preparação de Daniel para receber a visão 10:1—11:1
    2. O futuro próximo 11:2-20 ou 11:2-35
    3. O futuro distante 11:21—12:4 ou 11:36 – 12:4
    4. O fim das provações de Israel 12:5-13